Vieira de Leiria, 02-03-2008 - 03h38
depois de estacionar o carro no lugar do costume, rodo a chave para o desligar… descalço os sapatos e tiro também as meias, enrolando-as sobre si pondo-as de seguida dentro dos respectivos sapatos… dobro as calças até perto do joelho e saio do carro, fechando-o…
encaminho-me para as escadas que me levam ao meu destino… enquanto ando, olho para a mão e sorrio… lembro o porquê de estar a levar uma rosa… uma bela rosa vermelha…
acordo de manhã e lembro-me do sonho que tive e no qual me pediste para ir ter contigo ao pôr do sol no nosso lugar mágico… “será que…” penso… “sim, quero ver o que vai acontecer”… antes de ir para o nosso encontro, paro na florista e pego numa rosa vermelha… a mais bela e perfeita que jamais tinha visto…
desvio o olhar da mão em direcção ao lugar por ti referido no sonho…
chegado lá, abaixo-me e sento-me na areia branca e solta… o pôr do sol está quase a acontecer… observo a bela rosa vermelha e penso se estarás por perto, a tempo de chegar a tempo…
o sol faz o seu caminho desaparecendo no horizonte… não apareceste…
levanto-me e caminho para a areia molhada pelas ondas… continuo a avançar até as ondas me baterem nas pernas… fecho a mão e aperto os espinhos que se cravam na palma e nos dedos… a dor percorre-me o corpo todo acompanhada por uma onda de calor… lentamente, abro a mão e deixo cair o que resta da bela rosa vermelha… o sangue vermelho vivo não hesita em fazer a sua aparição nas feridas abertas e doridas pelos espinhos… passo a mão pela água do mar e deixo-a secar pelo vento…
cabisbaixo, volto-me lentamente para me ir embora quando… diante de mim está a razão da minha vinda… cada dia mais linda, olhas para mim e sorris… o teu sorriso…
deixas os sapatos na areia solta e avanças na minha direcção… paras…abaixaste e apanhas a rosa que tinha sido levada por uma onda até ti… caminhas até mim e seguras na minha mão… uma lágrima desprende-se do teu rosto… uma simples e brilhante lágrima de alegria… a minha mão afasta os teus cabelos que o vento soprou para o rosto… quero perder-me nos teus olhos… novamente… sempre…
os nossos braços procuram os nossos corpos, juntando-os…o silêncio das palavras que não são ditas apenas porque não são precisas… apenas se ouvem as ondas… mostras-me a rosa e sussurras-me… “é a mais bela”… abano a cabeça e respondo… “não… tu és a mais bela”…
os nossos lábios tocam-se, lenta e suavemente numa dança constante de amor diante de uma rosa… uma bela rosa vermelha…
domingo, 2 de março de 2008
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
por onde andas?
Vieira de Leiria, 05-12-2007 - 03h16
por onde andas?
todos os dias penso em ti... nos teus olhos brilhantes a fitarem os meus... na tua boca quente e doce a partilhar sensações indescritíveis nos nossos beijos... no teu cabelo sedoso que emana o cheiro do teu shampoo quando percorro o teu pescoço em buscar de paz... no teu respirar junto ao meu no calor dos nossos abraços...
por onde andas?
todos os dias penso em ti... nas nossas noites partilhadas com segredos confessados pelos momentos... sorrindo... amando... jurando...prometendo... cumprindo...
por onde andas?
todos os dias penso em ti... nos nossos passeios à beira-mar... de calças dobradas até ao joelho, deixando o mar partilhar as suas ondas com a areia e a nossas pernas... de vez em quando, uma onda maior faz-nos fugir dela para que não nos molhe mais do que queremos... depois continuamos a caminhar, novamente de mão dada...
por onde andas?
todos os dias penso em ti... e nos nossos momentos sentados na areia da praia abraçados a ver o pôr-do-sol... são sempre diferentes dia após dia...
por onde andas?
todos os dias penso em ti... no que poderás estar a fazer... no que poderás estar a pensar... será que estarás a pensar em mim... a pensar nos nossos momentos...
por onde andas?
todos os dias penso em ti... todos os dias dói... dói não estar contigo... dói toda esta distância... dói todos os momentos que ainda não partilhamos... dói não nos termos...
por onde andas?
todos os dias penso em ti... no momento em que as nossas vidas se vão cruzar e mudar para sempre... o momento que saberemos que o que escrevo é sobre ti... apenas sobre ti... e que me dirás por onde andas...
por onde andas?
todos os dias penso em ti... nos teus olhos brilhantes a fitarem os meus... na tua boca quente e doce a partilhar sensações indescritíveis nos nossos beijos... no teu cabelo sedoso que emana o cheiro do teu shampoo quando percorro o teu pescoço em buscar de paz... no teu respirar junto ao meu no calor dos nossos abraços...
por onde andas?
todos os dias penso em ti... nas nossas noites partilhadas com segredos confessados pelos momentos... sorrindo... amando... jurando...prometendo... cumprindo...
por onde andas?
todos os dias penso em ti... nos nossos passeios à beira-mar... de calças dobradas até ao joelho, deixando o mar partilhar as suas ondas com a areia e a nossas pernas... de vez em quando, uma onda maior faz-nos fugir dela para que não nos molhe mais do que queremos... depois continuamos a caminhar, novamente de mão dada...
por onde andas?
todos os dias penso em ti... e nos nossos momentos sentados na areia da praia abraçados a ver o pôr-do-sol... são sempre diferentes dia após dia...
por onde andas?
todos os dias penso em ti... no que poderás estar a fazer... no que poderás estar a pensar... será que estarás a pensar em mim... a pensar nos nossos momentos...
por onde andas?
todos os dias penso em ti... todos os dias dói... dói não estar contigo... dói toda esta distância... dói todos os momentos que ainda não partilhamos... dói não nos termos...
por onde andas?
todos os dias penso em ti... no momento em que as nossas vidas se vão cruzar e mudar para sempre... o momento que saberemos que o que escrevo é sobre ti... apenas sobre ti... e que me dirás por onde andas...
terça-feira, 23 de outubro de 2007
o nosso amor
Praia da Vieira, 11-09-2007 - 02h36
por entre a areia molhada e pelo mar, vou caminhando lentamente sem rumo... "que praia é esta?"... "onde estou?"... algo em mim me diz para continuar sem receio do que possa estar à minha espera...
ao longe vejo surgir alguém na minha direcção mas não consigo distinguir quem seja... o sol incide sobre os meus olhos ferindo-os...
sinto as ondas do mar embaterem nas minhas pernas quando, de repente, dou por mim diante de ti... paramos... "conheço-te"...
os teus lábios deixam resplandecer um leve sorriso... "conheço esse sorriso..."
com os teus cabelos ondulando ao sabor da brisa, aproximas-te de mim e abraças-me... "o teu corpo... de onde o recordo?..."
instintivamente, os meus braços procuram o teu corpo e fá-lo chegar mais ao meu... os teus olhos procuram os meus até se fixarem neles... "conheço este doce olhar..."
lentamente, os teus lábios procuram os meus até que... "sei quem és..."
os nossos lábios perdem-se entre eles... os nossos corpos ainda mais juntos pela dança dos braços que, no calor do momento, procuram algo que acabam por não encontrar... o coração, esse parece querer sair do lugar dele e crescer cada vez mais e mais...
este momento... lindo... mágico... interminável...
acordo e sorrio...
este é o sonho que tive a noite passada... que já sonhei mais vezes... mas desta vez foi diferente... senti algo inexplicável no momento do beijo... como se fosse real... como se o meu sonho se tivesse tornado real...
mesmo depois de acordar, senti esse momento em mim... e continuo a sentir... espero que seja um bom prenúncio...
o nosso amor...
por entre a areia molhada e pelo mar, vou caminhando lentamente sem rumo... "que praia é esta?"... "onde estou?"... algo em mim me diz para continuar sem receio do que possa estar à minha espera...
ao longe vejo surgir alguém na minha direcção mas não consigo distinguir quem seja... o sol incide sobre os meus olhos ferindo-os...
sinto as ondas do mar embaterem nas minhas pernas quando, de repente, dou por mim diante de ti... paramos... "conheço-te"...
os teus lábios deixam resplandecer um leve sorriso... "conheço esse sorriso..."
com os teus cabelos ondulando ao sabor da brisa, aproximas-te de mim e abraças-me... "o teu corpo... de onde o recordo?..."
instintivamente, os meus braços procuram o teu corpo e fá-lo chegar mais ao meu... os teus olhos procuram os meus até se fixarem neles... "conheço este doce olhar..."
lentamente, os teus lábios procuram os meus até que... "sei quem és..."
os nossos lábios perdem-se entre eles... os nossos corpos ainda mais juntos pela dança dos braços que, no calor do momento, procuram algo que acabam por não encontrar... o coração, esse parece querer sair do lugar dele e crescer cada vez mais e mais...
este momento... lindo... mágico... interminável...
acordo e sorrio...
este é o sonho que tive a noite passada... que já sonhei mais vezes... mas desta vez foi diferente... senti algo inexplicável no momento do beijo... como se fosse real... como se o meu sonho se tivesse tornado real...
mesmo depois de acordar, senti esse momento em mim... e continuo a sentir... espero que seja um bom prenúncio...
o nosso amor...
domingo, 29 de julho de 2007
o anel
Vieira de Leiria, 29-07-2007 - 1h40
de mãos nos bolsos, percorro lentamente o passeio de uma das ruas mais movimentadas da cidade olhando para as decorações das montras que, a todo o custo, tentam chamar a atenção dos que, como eu, olham para elas...
usando cores atractivas ou simples néons, muitas delas estão apinhadas de roupas, sapatos, bijuterias ou simples coisas do dia a dia...
ao passar por uma ouriversaria o meu olhar prende-se num simples anel prateado, apenas com duas letras... decido entrar e perguntar o preço... por momentos o mundo parece parar...
assim que retomo o meu caminho, a vida agitada da cidade parece nunca ter parado de correr ao sabor do tempo... as pessoas parecem não ter tempo para parar, como se fugissem de algo o mais depressa possível... o final de tarde aproxima-se e com ele a escuridão...
tento avançar por entre os corpos que rumam no sentido oposto ao meu... uma vez por outra o contacto físico é difícil de não acontecer... "desculp...", desculpo-me enquanto reparo que a pessoa já desapareceu no meio da multidão...
páro e olho as horas... está quase...
levanto os olhos e tento ver o lado oposto da rua... mas não há sinal algum...
sinto uma pequena inquietação percorrer-me o corpo... uma tristeza apodera-se de mim... tento afastá-la olhando para o alaranjado do céu que se vê ao longe no final da rua...
de repente, algo me diz para olhar novamente para o lado oposto da rua e... os meus olhos encontram instintivamente os teus... sorris e isso faz-me esquecer a tristeza que se evapora pelos poros da minha pele...
aguardo um instante pela autorização do semáforo para atravessar a rua pela passadeira... as pessoas, continuam no seu caminho e não pretendem atravessar, mudar de rumo dos seus caminhos... apenas eu e tu o fazemos...
lentamente, avançamos em direcção um do outro... até que ao chegarmos a uma distância de escassos passos do contacto, ambos paramos...
flito os joelhos e faço chegar o direito deles ao chão... ao ver o desenrolar do momento, os condutores dos carros parados diante da passadeira, resolvem usar as buzinas e fazem-se ouvir através delas com sons entrecortados...
levo a mão direita ao bolso das calças e tiro uma pequena caixa... com a ajuda da outra mão abro a caixa e, novamente com a mão direita, retiro o simples anel prateado, apenas com duas letras... sorris quando olhas para ele e dizes suavemente "o anel que te apareceu no sonho"... sorrio...
olho para ti e digo "queres ..."... o teu dedo cola-se aos meus lábios não me deixando continuar... "sabes que sim", dizes enquanto uma lágrima se solta e desliza pelo teu rosto procurando fugir... mas em vão... já me levantara e o meu dedo a apanhara antes de se desprender de ti...
suavemente ponho o simples anel prateado, apenas com duas letras, no teu dedo... sorrimos... os meus olhos perdem-se e encontram-se nos teus, assim como os nossos lábios... suavemente se encontram... suavemente se perdem neste momento parado no tempo...
o que outrora eram apenas os sons entrecortados das buzinas, agora também se fazem ouvir as palmas e alegria das pessoas que, momentos antes pareciam fugir de algo, estavam agora paradas nos passeios a participar no nosso momento...
os nossos braços perdem-se em abraços mútuos... o que antes era um suave beijo é agora algo mais profundo mais... nosso...
lentamente abrimos os olhos e sorrimos... e sorrimos ainda mais ao ver o simples anel prateado, apenas com duas letras... a minha e a tua... unidos para sempre...
de mãos nos bolsos, percorro lentamente o passeio de uma das ruas mais movimentadas da cidade olhando para as decorações das montras que, a todo o custo, tentam chamar a atenção dos que, como eu, olham para elas...
usando cores atractivas ou simples néons, muitas delas estão apinhadas de roupas, sapatos, bijuterias ou simples coisas do dia a dia...
ao passar por uma ouriversaria o meu olhar prende-se num simples anel prateado, apenas com duas letras... decido entrar e perguntar o preço... por momentos o mundo parece parar...
assim que retomo o meu caminho, a vida agitada da cidade parece nunca ter parado de correr ao sabor do tempo... as pessoas parecem não ter tempo para parar, como se fugissem de algo o mais depressa possível... o final de tarde aproxima-se e com ele a escuridão...
tento avançar por entre os corpos que rumam no sentido oposto ao meu... uma vez por outra o contacto físico é difícil de não acontecer... "desculp...", desculpo-me enquanto reparo que a pessoa já desapareceu no meio da multidão...
páro e olho as horas... está quase...
levanto os olhos e tento ver o lado oposto da rua... mas não há sinal algum...
sinto uma pequena inquietação percorrer-me o corpo... uma tristeza apodera-se de mim... tento afastá-la olhando para o alaranjado do céu que se vê ao longe no final da rua...
de repente, algo me diz para olhar novamente para o lado oposto da rua e... os meus olhos encontram instintivamente os teus... sorris e isso faz-me esquecer a tristeza que se evapora pelos poros da minha pele...
aguardo um instante pela autorização do semáforo para atravessar a rua pela passadeira... as pessoas, continuam no seu caminho e não pretendem atravessar, mudar de rumo dos seus caminhos... apenas eu e tu o fazemos...
lentamente, avançamos em direcção um do outro... até que ao chegarmos a uma distância de escassos passos do contacto, ambos paramos...
flito os joelhos e faço chegar o direito deles ao chão... ao ver o desenrolar do momento, os condutores dos carros parados diante da passadeira, resolvem usar as buzinas e fazem-se ouvir através delas com sons entrecortados...
levo a mão direita ao bolso das calças e tiro uma pequena caixa... com a ajuda da outra mão abro a caixa e, novamente com a mão direita, retiro o simples anel prateado, apenas com duas letras... sorris quando olhas para ele e dizes suavemente "o anel que te apareceu no sonho"... sorrio...
olho para ti e digo "queres ..."... o teu dedo cola-se aos meus lábios não me deixando continuar... "sabes que sim", dizes enquanto uma lágrima se solta e desliza pelo teu rosto procurando fugir... mas em vão... já me levantara e o meu dedo a apanhara antes de se desprender de ti...
suavemente ponho o simples anel prateado, apenas com duas letras, no teu dedo... sorrimos... os meus olhos perdem-se e encontram-se nos teus, assim como os nossos lábios... suavemente se encontram... suavemente se perdem neste momento parado no tempo...
o que outrora eram apenas os sons entrecortados das buzinas, agora também se fazem ouvir as palmas e alegria das pessoas que, momentos antes pareciam fugir de algo, estavam agora paradas nos passeios a participar no nosso momento...
os nossos braços perdem-se em abraços mútuos... o que antes era um suave beijo é agora algo mais profundo mais... nosso...
lentamente abrimos os olhos e sorrimos... e sorrimos ainda mais ao ver o simples anel prateado, apenas com duas letras... a minha e a tua... unidos para sempre...
segunda-feira, 28 de maio de 2007
francisco
Praia da Vieira, 14-05-2007 - 0h16
Fora de horas, o carro vai percorrendo as desertas ruas frias e escuras, destoadas apenas por candeeiros que, aqui e ali, iluminam o que parece perdido no tempo...
Ruas, que surgem de ambos os lados, chamam por momentos a atenção que logo se desvanece por não pertencerem ao subconsciente...
Ao chegar a uma dessas ruas, o carro perde velocidade e ruma a ela com determinação sabendo que se trata da correcta...
Nessa rua, alguns metros mais à frente, o carro aproxima-se da berma e suavemente vai parando até não andar mais... de dentro dele sai alguém que, depois de fechar a porta, fecha também o carro e avança lentamente para a casa mais próxima...
Chegado ao alpendre carrega no botão da campainha e uma luz acende-se automaticamente... o que outrora era um vulto tem agora forma de um homem... homem que conheço.. sou eu...
Impossível - penso eu - como posso estar a ver-me ali se... o meu pensamento é interrompido pela porta que se abre lentamente e me vejo sorrir como nunca sorri na vida... até que vejo o porquê de me sorrir assim...
Suavemente sais para a rua e... o sangue gela-me nas veias... a voz fica presa na garganta impedindo-me de sussurrar o teu nome... nome esse que nunca esquecerei...
Com os corpos colados e braços envoltos na fusão, vejo os beijos que trocamos... como é possível... - penso - como é possível isto estar a acontecer?... até que... uma escuridão surge e deixo de nos ver... aparece uma claridade...
Olho em redor e reparo que é já de dia... sonhei novamente com o meu grande sonho... o sonho de te encontrar...
Fora de horas, o carro vai percorrendo as desertas ruas frias e escuras, destoadas apenas por candeeiros que, aqui e ali, iluminam o que parece perdido no tempo...
Ruas, que surgem de ambos os lados, chamam por momentos a atenção que logo se desvanece por não pertencerem ao subconsciente...
Ao chegar a uma dessas ruas, o carro perde velocidade e ruma a ela com determinação sabendo que se trata da correcta...
Nessa rua, alguns metros mais à frente, o carro aproxima-se da berma e suavemente vai parando até não andar mais... de dentro dele sai alguém que, depois de fechar a porta, fecha também o carro e avança lentamente para a casa mais próxima...
Chegado ao alpendre carrega no botão da campainha e uma luz acende-se automaticamente... o que outrora era um vulto tem agora forma de um homem... homem que conheço.. sou eu...
Impossível - penso eu - como posso estar a ver-me ali se... o meu pensamento é interrompido pela porta que se abre lentamente e me vejo sorrir como nunca sorri na vida... até que vejo o porquê de me sorrir assim...
Suavemente sais para a rua e... o sangue gela-me nas veias... a voz fica presa na garganta impedindo-me de sussurrar o teu nome... nome esse que nunca esquecerei...
Com os corpos colados e braços envoltos na fusão, vejo os beijos que trocamos... como é possível... - penso - como é possível isto estar a acontecer?... até que... uma escuridão surge e deixo de nos ver... aparece uma claridade...
Olho em redor e reparo que é já de dia... sonhei novamente com o meu grande sonho... o sonho de te encontrar...
quinta-feira, 23 de novembro de 2006
uma vida
Praia da Vieira, 20-11-2006 - 00:05
pela noite escura percorro a estrada, lenta e suavemente, sem saber qual o meu destino… os meus olhos observam atentamente o que é iluminado pelos faróis do carro…
de tempos a tempo surge um cruzamento, com um pequeno candeeiro, que passo sem parar… mas diante de mim não é um cruzamento que surge, mas sim por uma… fico indeciso… sim, uma bifurcação iluminada pela luz intermitente do seu candeeiro… abrando… “que caminho devo seguir?...” - penso… paro… a estrada está deserta…
saio do carro e procuro a placa de direcções… “não a vejo… espera…” - digo para mim mesmo… por detrás da folhagem de um grande e velho arbusto apenas se consegue avistar a ponta da placa… dirijo-me para ela… “mas…” - a palavra sai-me da boca instantaneamente assim que vejo a placa completa… esta, ao contrário do que estava a espera, está vazia, sem uma única letra… sem um único vestígio de ter sido apagada… “e agora…? por onde vou…?” - penso… não dá para voltar atrás… vou ter de optar por um dos dois caminhos… “mas qual…?”- penso…
a dúvida paira sobre mim… olho em redor à procura de alguém mas não há sinais de alguém aqui ter passado há muito, muito tempo… uma chuva miúda começa a cair sobre mim… fina como a areia, fria como o gelo…
entro no carro e tranco-o, como costumo fazer… o que há momentos era uma chuva fina transformou-se agora em mais forte… cada vez mais forte, mais forte… o som dela sobre o carro… fecho os olhos e escuto-a… lembranças antigas levam o meu pensamento para longe desta situação que tenho diante de mim… lembranças que me levam para muitos anos atrás… para quando ainda era garoto… deitado na cama, no escuro do quarto, adormecia ao som da chuva a bater nos estores… acordava a meio da noite a ouvir o mesmo som e aconchegava os cobertores e voltava a adormecer… como sabe bem…
memórias… estas sim, são memórias que vale a pena recordar sempre, em qualquer altura, mas principalmente quando se ouve este som da chuva…
abro os olhos… “que faço agora…? por onde vou…?” - penso… tenho de optar, não posso ficar aqui… opto por seguir um deles… será o certo? não sei… só um dia mais tarde saberei se era o certo… ou o errado…
a vida é como uma estrada feita com muitos cruzamentos… bifurcações…muitas vezes não se sabe qual o melhor caminho a seguir… apenas se sabe que se não for o certo se tentará encontrá-lo… nem sempre a estrada mais plana é a melhor… é preciso apanhar alguns buracos para se formar a própria personalidade… esse estrada, cheia de buracos, por mais que custe, é muitas das vezes, a melhor que se pode escolher… um dia mais tarde, ao recordar a estrada que se percorreu ao longo da vida, ver-se-á que valeu a pena passar pelos buracos… e então, um sorriso surgirá… aquele sorriso… de uma vida…
pela noite escura percorro a estrada, lenta e suavemente, sem saber qual o meu destino… os meus olhos observam atentamente o que é iluminado pelos faróis do carro…
de tempos a tempo surge um cruzamento, com um pequeno candeeiro, que passo sem parar… mas diante de mim não é um cruzamento que surge, mas sim por uma… fico indeciso… sim, uma bifurcação iluminada pela luz intermitente do seu candeeiro… abrando… “que caminho devo seguir?...” - penso… paro… a estrada está deserta…
saio do carro e procuro a placa de direcções… “não a vejo… espera…” - digo para mim mesmo… por detrás da folhagem de um grande e velho arbusto apenas se consegue avistar a ponta da placa… dirijo-me para ela… “mas…” - a palavra sai-me da boca instantaneamente assim que vejo a placa completa… esta, ao contrário do que estava a espera, está vazia, sem uma única letra… sem um único vestígio de ter sido apagada… “e agora…? por onde vou…?” - penso… não dá para voltar atrás… vou ter de optar por um dos dois caminhos… “mas qual…?”- penso…
a dúvida paira sobre mim… olho em redor à procura de alguém mas não há sinais de alguém aqui ter passado há muito, muito tempo… uma chuva miúda começa a cair sobre mim… fina como a areia, fria como o gelo…
entro no carro e tranco-o, como costumo fazer… o que há momentos era uma chuva fina transformou-se agora em mais forte… cada vez mais forte, mais forte… o som dela sobre o carro… fecho os olhos e escuto-a… lembranças antigas levam o meu pensamento para longe desta situação que tenho diante de mim… lembranças que me levam para muitos anos atrás… para quando ainda era garoto… deitado na cama, no escuro do quarto, adormecia ao som da chuva a bater nos estores… acordava a meio da noite a ouvir o mesmo som e aconchegava os cobertores e voltava a adormecer… como sabe bem…
memórias… estas sim, são memórias que vale a pena recordar sempre, em qualquer altura, mas principalmente quando se ouve este som da chuva…
abro os olhos… “que faço agora…? por onde vou…?” - penso… tenho de optar, não posso ficar aqui… opto por seguir um deles… será o certo? não sei… só um dia mais tarde saberei se era o certo… ou o errado…
a vida é como uma estrada feita com muitos cruzamentos… bifurcações…muitas vezes não se sabe qual o melhor caminho a seguir… apenas se sabe que se não for o certo se tentará encontrá-lo… nem sempre a estrada mais plana é a melhor… é preciso apanhar alguns buracos para se formar a própria personalidade… esse estrada, cheia de buracos, por mais que custe, é muitas das vezes, a melhor que se pode escolher… um dia mais tarde, ao recordar a estrada que se percorreu ao longo da vida, ver-se-á que valeu a pena passar pelos buracos… e então, um sorriso surgirá… aquele sorriso… de uma vida…
sábado, 4 de novembro de 2006
apenas para ti
Pedrógão, 03-11-2006 - 23h49
lentamente vou deslizando pelas escuras ruas sem a iluminação dos candeeiros que costumam estar ligados... penso em ti... por onde andarás... afasto estes pensamentos enquanto ganho velocidade, todo o cuidado na estrada é pouco... afasto-me de casa em direcção à praia... como uma onda mais forte nas rochas assim é o pensamento que me invade... como serás... de que gostas e não gostas... porque me fazes isto...? não tens culpa alguma... é apenas a vontade de te encontrar, de olhar nos teus olhos e sentir que és tu por quem tenho esperado toda a vida...
avisto a placa que tem escrito "Pedrógão"... na rotunda sigo em direcção à rotunda seguinte onde está o barco e lá sigo pela estrada paralela ao mar.. quase no fim volto para trás e paro o carro diante do sétimo candeeiro... escrevo estas palavras enquanto penso do ti, no que estarás a fazer... estarás a pensar no mesmo? nao sei... paro de escrever, saio do carro e fico diante do mar... nada mais existe neste momento...
enquanto observo o mar, as ondas parecem-se com a dor… ora deslizam suavemente pela salgada areia molhada tocando cada grão de areia, ora rebentando ferozmente contra a escarpada falésia cansada de tanta fúria…
em comum, a doce maresia que nos sopra no rosto, soltando, por vezes, uma lágrima que corre em direcção ao quente suspiro da amargura…
fecho os olhos... por instantes fico longe de todas as dores, de todos os sentimentos e sinto-me pairar sobre imenso mar diante de mim… como é boa esta sensação de liberdade, de alívio…um momento infinito preso no tempo por um instante…
suavemente abro os olhos, limpo-os e sorrio... entro no carro e continuo a escrever... um dia sentirás a mesma sensação que acabo de sentir e sorrirás... paro de escrever.. vou para casa, tenho um novo desabafo para partilhar... até ao dia em que te descobrir... ai, serão só para ti... apenas para ti...
lentamente vou deslizando pelas escuras ruas sem a iluminação dos candeeiros que costumam estar ligados... penso em ti... por onde andarás... afasto estes pensamentos enquanto ganho velocidade, todo o cuidado na estrada é pouco... afasto-me de casa em direcção à praia... como uma onda mais forte nas rochas assim é o pensamento que me invade... como serás... de que gostas e não gostas... porque me fazes isto...? não tens culpa alguma... é apenas a vontade de te encontrar, de olhar nos teus olhos e sentir que és tu por quem tenho esperado toda a vida...
avisto a placa que tem escrito "Pedrógão"... na rotunda sigo em direcção à rotunda seguinte onde está o barco e lá sigo pela estrada paralela ao mar.. quase no fim volto para trás e paro o carro diante do sétimo candeeiro... escrevo estas palavras enquanto penso do ti, no que estarás a fazer... estarás a pensar no mesmo? nao sei... paro de escrever, saio do carro e fico diante do mar... nada mais existe neste momento...
enquanto observo o mar, as ondas parecem-se com a dor… ora deslizam suavemente pela salgada areia molhada tocando cada grão de areia, ora rebentando ferozmente contra a escarpada falésia cansada de tanta fúria…
em comum, a doce maresia que nos sopra no rosto, soltando, por vezes, uma lágrima que corre em direcção ao quente suspiro da amargura…
fecho os olhos... por instantes fico longe de todas as dores, de todos os sentimentos e sinto-me pairar sobre imenso mar diante de mim… como é boa esta sensação de liberdade, de alívio…um momento infinito preso no tempo por um instante…
suavemente abro os olhos, limpo-os e sorrio... entro no carro e continuo a escrever... um dia sentirás a mesma sensação que acabo de sentir e sorrirás... paro de escrever.. vou para casa, tenho um novo desabafo para partilhar... até ao dia em que te descobrir... ai, serão só para ti... apenas para ti...
terça-feira, 26 de setembro de 2006
mas...
Vieira de Leiria, 24-09-2006 - 2h19
quero gritar o teu nome mas o som fica preso na garganta...
procuro-te no telemovel mas não te encontro...
tento pensar no teu rosto, no teu sorriso, no teu olhar, mas não sei como és...
sei que existes mas não sei quem és ao certo...
penso em ti mas não apareces...
percorro as ruas em busca de ti mas não te vejo...
sonho contigo mas não passa disso mesmo, de um sonho...
tento desistir de ti mas algo diz para não o fazer...
quero ser mais feliz mas só a teu lado...
aparece mas fica...
amo-te mas aparece para me amares também...
mas...
há sempre um mas...
mas um dia deixará de haver...
será no dia que apareceres na minha vida mas porque nela irás ficar... para sempre!!
quero gritar o teu nome mas o som fica preso na garganta...
procuro-te no telemovel mas não te encontro...
tento pensar no teu rosto, no teu sorriso, no teu olhar, mas não sei como és...
sei que existes mas não sei quem és ao certo...
penso em ti mas não apareces...
percorro as ruas em busca de ti mas não te vejo...
sonho contigo mas não passa disso mesmo, de um sonho...
tento desistir de ti mas algo diz para não o fazer...
quero ser mais feliz mas só a teu lado...
aparece mas fica...
amo-te mas aparece para me amares também...
mas...
há sempre um mas...
mas um dia deixará de haver...
será no dia que apareceres na minha vida mas porque nela irás ficar... para sempre!!
segunda-feira, 10 de julho de 2006
medo de ser feliz
Vieira de Leiria, 10-07-2006 - 1h50
quero rir, amar, sonhar, viver... mas o medo apodera-se de mim...
o fervilhar do sangue no meu corpo faz-me aquecer... medo de sofrer e fazer sofrer... medo de te perder... medo de te amar... mas a vontade de estar contigo é enorme... o teu sorriso, o teu olhar, a tua alegria... tanta coisa em ti que me atrai... tanta coisa que quero descobrir... o que pensas, o que queres, o que sonhas...
o medo nao me deixa falar... se ao menos soubesses o que sinto... quero gritar ao vento o teu nome... mas tenho medo... medo de te ter e perder... medo das lágrimas ja derramadas... medo dos meus sonhos...
medo de, quem sabe, ser feliz...
(continuação de "Amor ou Ilusão", de Agosto de 2004)
quero rir, amar, sonhar, viver... mas o medo apodera-se de mim...
o fervilhar do sangue no meu corpo faz-me aquecer... medo de sofrer e fazer sofrer... medo de te perder... medo de te amar... mas a vontade de estar contigo é enorme... o teu sorriso, o teu olhar, a tua alegria... tanta coisa em ti que me atrai... tanta coisa que quero descobrir... o que pensas, o que queres, o que sonhas...
o medo nao me deixa falar... se ao menos soubesses o que sinto... quero gritar ao vento o teu nome... mas tenho medo... medo de te ter e perder... medo das lágrimas ja derramadas... medo dos meus sonhos...
medo de, quem sabe, ser feliz...
(continuação de "Amor ou Ilusão", de Agosto de 2004)
terça-feira, 27 de junho de 2006
grito por ti
Praia da Vieira, 26-06-2006 - 01h35
grito por ti... uma dor dilacerante corta-me o peito uma e outra vez sem compaixão... grito... as lágrimas explodem-me dos olhos como lava de um vulcão, que outrora adormecido, acorda cheio de raiva, de dor... como a lava descendo pela montanha procurando as valas vazias e secas pelo tempo querendo fugir para longe do seu ser, as minhas lágrimas inrompem pelo meu rosto abaixo... salgadas como um mar salgado, vão terminando o seu caminho nos meus lábios... outras, que percorrendo outras valas diferentes procurando serem mais rápidas, correm até ao queixo... até ao seu momento final, em que até ao último instante lutam por não se perder... até ao fim das forças... até se desprender e cair no infinito...
grito por ti... um grito forte, arrepiante, cheio de dor... mudo... o que outrora era nítido está completamente desfocado pela água salgada que teima em não parar... até quando... até quando este sofrimento constante... às vezes adormecido... com o dedo na areia húmida tento escrever o teu nome... mas o mar não o deixa fazer, apagando-o com pequenas ondas oscilantes... grito o teu nome... mudo... não tenho resposta... não me ouves...
mais um dia neste tormento... mais um... a juntar a tantos outros já passados...
por onde andas?... a tua falta... um pedaço de mim que está incompleto... pelo teu olhar... o teu sorriso... o toque dos nossos corpos... o teu... o meu... o nosso amor...
levanto os olhos para as estrelas que brilham no céu limpo, limpo de nuvens...mais uma vez... a última vez hoje... ganhando forças julgadas perdidas grito por ti... um grito forte... rouco... mudo... apenas, um grito... um grito por ti...
grito por ti... uma dor dilacerante corta-me o peito uma e outra vez sem compaixão... grito... as lágrimas explodem-me dos olhos como lava de um vulcão, que outrora adormecido, acorda cheio de raiva, de dor... como a lava descendo pela montanha procurando as valas vazias e secas pelo tempo querendo fugir para longe do seu ser, as minhas lágrimas inrompem pelo meu rosto abaixo... salgadas como um mar salgado, vão terminando o seu caminho nos meus lábios... outras, que percorrendo outras valas diferentes procurando serem mais rápidas, correm até ao queixo... até ao seu momento final, em que até ao último instante lutam por não se perder... até ao fim das forças... até se desprender e cair no infinito...
grito por ti... um grito forte, arrepiante, cheio de dor... mudo... o que outrora era nítido está completamente desfocado pela água salgada que teima em não parar... até quando... até quando este sofrimento constante... às vezes adormecido... com o dedo na areia húmida tento escrever o teu nome... mas o mar não o deixa fazer, apagando-o com pequenas ondas oscilantes... grito o teu nome... mudo... não tenho resposta... não me ouves...
mais um dia neste tormento... mais um... a juntar a tantos outros já passados...
por onde andas?... a tua falta... um pedaço de mim que está incompleto... pelo teu olhar... o teu sorriso... o toque dos nossos corpos... o teu... o meu... o nosso amor...
levanto os olhos para as estrelas que brilham no céu limpo, limpo de nuvens...mais uma vez... a última vez hoje... ganhando forças julgadas perdidas grito por ti... um grito forte... rouco... mudo... apenas, um grito... um grito por ti...
terça-feira, 7 de fevereiro de 2006
Para Ti, Sib
Praia da Vieira, 29-01-2006 - 02h53
subo as escadas que me levam ao terraço da casa e sento-me no último degrau... ajeito a roupa e ponho as mãos nos bolsos... fecho os olhos... sinto o vento fresco que sopra, batendo-me no rosto... lentamente começo a recordar momentos da minha vida... até que me recordo de ti... de como nos conhecemos... sorrio... nunca antes tinha abordado alguém daquela maneira tão directa...
horas, tantas horas de conversa... horas de sono perdidas e ao mesmo tempo ganhas... a mistura de fortes sentimentos, o apoio nas horas difíceis... tudo isto sem nunca nos termos visto... frente a frente... algo que, quase quatro anos depois, ainda não aconteceu... e acontecer para quê? momentos mágicos não se alteram...
encosto-me há parede e continuo a saborear este momento...
recordo-me de vaguear pelas ruas a pensar em ti... no passo que querias que déssemos... eram tantos os sentimentos... sei que durou uma semana, um das melhores de sempre... uma semana que me mudou para sempre... ter alguém que pensa em nós, que o mostra, que conta o tempo que falta até estarmos juntos... algo pelo qual nunca tinha passado... que nunca mais senti... de que tenho saudades...
sinto uma pequena lágrima que desliza pelo rosto caminhando para o seu fim no seco dos meus lábios arrefecidos pelo vento...
ficou a amizade... que, ora é mais intensa ora arrefece, mas que não acaba... sorrio...
o tempo passa depressa, mas continuarás sempre comigo... no teu lugar especial...
sê sempre como naquela noite de verão... sê sempre tu mesma e sorri!!
subo as escadas que me levam ao terraço da casa e sento-me no último degrau... ajeito a roupa e ponho as mãos nos bolsos... fecho os olhos... sinto o vento fresco que sopra, batendo-me no rosto... lentamente começo a recordar momentos da minha vida... até que me recordo de ti... de como nos conhecemos... sorrio... nunca antes tinha abordado alguém daquela maneira tão directa...
horas, tantas horas de conversa... horas de sono perdidas e ao mesmo tempo ganhas... a mistura de fortes sentimentos, o apoio nas horas difíceis... tudo isto sem nunca nos termos visto... frente a frente... algo que, quase quatro anos depois, ainda não aconteceu... e acontecer para quê? momentos mágicos não se alteram...
encosto-me há parede e continuo a saborear este momento...
recordo-me de vaguear pelas ruas a pensar em ti... no passo que querias que déssemos... eram tantos os sentimentos... sei que durou uma semana, um das melhores de sempre... uma semana que me mudou para sempre... ter alguém que pensa em nós, que o mostra, que conta o tempo que falta até estarmos juntos... algo pelo qual nunca tinha passado... que nunca mais senti... de que tenho saudades...
sinto uma pequena lágrima que desliza pelo rosto caminhando para o seu fim no seco dos meus lábios arrefecidos pelo vento...
ficou a amizade... que, ora é mais intensa ora arrefece, mas que não acaba... sorrio...
o tempo passa depressa, mas continuarás sempre comigo... no teu lugar especial...
sê sempre como naquela noite de verão... sê sempre tu mesma e sorri!!
Amigo
Praia da Vieira, 05-01-2006 - 23h31
dedicatória aos meus amigos!!
um dia, ao olhar para trás, reparei que já conheci milhares de pessoas, todas elas diferentes entre elas... umas que vi quando ia no passeio, outras quando fui ver algum jogo de futebol, outras que conheci na escola... tantos sítios, tantas pessoas...
às vezes vejo alguém que não via desde o tempo da escola e penso para mim "como está mudada..."... os anos passam e ficam algumas recordações, algumas pessoas... alguns sentimentos... alguns sonhos... e ficam os amigos... aquelas pessoas que, a seguir há família (quando se é mesmo família...), são as pessoas mais importantes para nós...
os amigos não se fazem, não se escolhem... a sinceridade, o diálogo, a compreensão, a alegria é que os fazem... não se ganham pois não são um prémio...
não se perdem amigos, pois se eles se vão embora é porque nunca o foram...
amigo é alguém que sabe se estamos mal ou bem, que nos ouve e aconselha nos nossos problemas... que nos vê chorar por alguma perda e nos ampara... que nos vê rir e ri connosco... alguém que nos acompanha a vida toda... isto é ser Amigo!!...
haver pessoas que fazem o mesmo que os amigos e que, de um momento para o outro, nos deixam, isso são pessoas que, um dia mais tarde, ao fazerem o mesmo que eu, ao olhar para trás, vão reparar que estão sós... que não têm amigos...
a vida põe pessoas à nossa volta e ela mesmo nos diz quais as boas e as más... em ambas vemos as diferenças... ao escolhermos as boas, com o tempo, a vida nos dirá se serão amigos ou não... se ficarem...
Amigo, obrigado por tudo o quanto me ajudaste e ajudas!! estarás sempre no meu coração e pensamento!!
dedicatória aos meus amigos!!
um dia, ao olhar para trás, reparei que já conheci milhares de pessoas, todas elas diferentes entre elas... umas que vi quando ia no passeio, outras quando fui ver algum jogo de futebol, outras que conheci na escola... tantos sítios, tantas pessoas...
às vezes vejo alguém que não via desde o tempo da escola e penso para mim "como está mudada..."... os anos passam e ficam algumas recordações, algumas pessoas... alguns sentimentos... alguns sonhos... e ficam os amigos... aquelas pessoas que, a seguir há família (quando se é mesmo família...), são as pessoas mais importantes para nós...
os amigos não se fazem, não se escolhem... a sinceridade, o diálogo, a compreensão, a alegria é que os fazem... não se ganham pois não são um prémio...
não se perdem amigos, pois se eles se vão embora é porque nunca o foram...
amigo é alguém que sabe se estamos mal ou bem, que nos ouve e aconselha nos nossos problemas... que nos vê chorar por alguma perda e nos ampara... que nos vê rir e ri connosco... alguém que nos acompanha a vida toda... isto é ser Amigo!!...
haver pessoas que fazem o mesmo que os amigos e que, de um momento para o outro, nos deixam, isso são pessoas que, um dia mais tarde, ao fazerem o mesmo que eu, ao olhar para trás, vão reparar que estão sós... que não têm amigos...
a vida põe pessoas à nossa volta e ela mesmo nos diz quais as boas e as más... em ambas vemos as diferenças... ao escolhermos as boas, com o tempo, a vida nos dirá se serão amigos ou não... se ficarem...
Amigo, obrigado por tudo o quanto me ajudaste e ajudas!! estarás sempre no meu coração e pensamento!!
segunda-feira, 2 de janeiro de 2006
abraçado a ti
Praia da Vieira, 27-12-2005 - 22:30
abraçado a ti... sinto a vida fugir com o fraquejar das forças... enquanto sorris, dás-me uma razão para não desistir tão facilmente... luto por ti, pelo nosso amor... por baixo de nós, a revolta das ondas faz-nos abraçar com mais força... o pensamento de sobreviver desvanece quando te sinto fugir de mim... as minhas forças fraquejaram... o sentimento de impotência apodera-se de mim ao ver-te cair nas ondas do mar revolto... deixo-me cair... sinto um breve arrepio gelado que inrrompe pelo meu corpo... há volta, apenas vejo ondas, ora altas ora baixas... avisto o teu corpo quase perto do meu... nado para ti... os meus braços alcançam-te... os nosso corpos novamente juntos, desta vez, pela última vez, para sempre... nenhum de nós sente parte do corpo, gelado pelo frio... insensível à dor dilacerante que o fere... sorris... sorrio... dizes que me amas... amo-te... beijamo-nos, lenta e suavemente, pela última vez... os nossos corpos gelados começam a afundar na água gelada... que importa tudo o que está a acontecer... tens-me a mim... tenho-te a ti... o teu doce olhar, o mesmo que me fez perder tantas vezes... a nossa descida final está a acontecer... juntos até ao fim... abraçado a ti...
abraçado a ti... sinto a vida fugir com o fraquejar das forças... enquanto sorris, dás-me uma razão para não desistir tão facilmente... luto por ti, pelo nosso amor... por baixo de nós, a revolta das ondas faz-nos abraçar com mais força... o pensamento de sobreviver desvanece quando te sinto fugir de mim... as minhas forças fraquejaram... o sentimento de impotência apodera-se de mim ao ver-te cair nas ondas do mar revolto... deixo-me cair... sinto um breve arrepio gelado que inrrompe pelo meu corpo... há volta, apenas vejo ondas, ora altas ora baixas... avisto o teu corpo quase perto do meu... nado para ti... os meus braços alcançam-te... os nosso corpos novamente juntos, desta vez, pela última vez, para sempre... nenhum de nós sente parte do corpo, gelado pelo frio... insensível à dor dilacerante que o fere... sorris... sorrio... dizes que me amas... amo-te... beijamo-nos, lenta e suavemente, pela última vez... os nossos corpos gelados começam a afundar na água gelada... que importa tudo o que está a acontecer... tens-me a mim... tenho-te a ti... o teu doce olhar, o mesmo que me fez perder tantas vezes... a nossa descida final está a acontecer... juntos até ao fim... abraçado a ti...
quinta-feira, 6 de outubro de 2005
mais uma noite
Praia da Vieira, 02-10-2005 - 02:24
mais uma noite…
fecho os olhos e suavemente deixo sair o meu espírito para uma outra viagem…
de início apenas vejo a escuridão e o sabor a sal entra em mim sempre que respiro… ao longe, um farol guia-me… a sua luz alimenta-me… faz surgir nos meus lábio um sorriso e, ao mesmo tempo, um brilho de alegria nos olhos…
“estou perto” - penso - “basta seguir a iluminação da ruas”… planando sobre ruas depressa chego ao meu destino… o mesmo de há algum tempo para cá…
pairo diante da casa que se ergue diante de mim mergulhada na escuridão da noite… a janela do teu quarto está fechada mas, no entanto, dá para ver através dos vidros… avanço até lá mas, como se algo me detivesse, fico, por um instante, encostado à parede mesmo ao lado da janela… decido espreitar… lentamente aproximo o rosto ao vidro… o interior do teu quarto não se tem alterado desde que comecei a fazer estas visitas… deitada na tua cama, dormes profundamente… todos os problemas estão esquecidos, suspensos no tempo até ao momento de acordares… a tua respiração calma e compassada nota-se através do lençol que te cobre… queria entrar nos teus sonhos e que soubesses da minha existência… dos meus sentimentos sobre ti… dos meus sonhos…
ao ver-te assim, queria tanto estar a teu lado… afastava-te suavemente o cabelo caído sobre os olhos adormecidos… com um dedo, percorria o teu rosto parando-o nos lábios por um breve instante… esse mesmo dedo daria forma à mão que passaria pelo pescoço… desceria pelo peito e quando estivesse na cintura, voltava o sentido até as costas… puxar-te-ia lentamente para junto de mim… os meus lábios tocariam nos teus por um instante antes de se dirigirem para a testa… dar-te-ia um beijo e em seguida sussurrava ao teu ouvido… “dorme bem… meu amor”…
mas deste lado da janela que nos separa tudo é diferente… os meus olhos, em tons avermelhados, há muito que deixaram cair as lágrimas de dor… a dor de não puder estar junto a ti… com as costas da mão tento secar o rosto, mas em vão… outras já percorrem o mesmo caminho das anteriores… deixo-me ficar algum tempo a olhar para ti…
são horas de voltar… lentamente, o que outrora eram imagens nítidas, começam a ficar distorcidas… borratadas… como se as lágrimas caíssem sobre elas… sinto-me a voltar ao meu corpo deitado na cama do meu quarto… lentamente, abro os olhos e, por instantes, fico a observar as horas nos despertador… “ainda passaram poucos minutos” - penso…volto a fechar os olhos e antes de adormecer digo para mim mesmo - “mais uma noite…”…
mais uma noite…
fecho os olhos e suavemente deixo sair o meu espírito para uma outra viagem…
de início apenas vejo a escuridão e o sabor a sal entra em mim sempre que respiro… ao longe, um farol guia-me… a sua luz alimenta-me… faz surgir nos meus lábio um sorriso e, ao mesmo tempo, um brilho de alegria nos olhos…
“estou perto” - penso - “basta seguir a iluminação da ruas”… planando sobre ruas depressa chego ao meu destino… o mesmo de há algum tempo para cá…
pairo diante da casa que se ergue diante de mim mergulhada na escuridão da noite… a janela do teu quarto está fechada mas, no entanto, dá para ver através dos vidros… avanço até lá mas, como se algo me detivesse, fico, por um instante, encostado à parede mesmo ao lado da janela… decido espreitar… lentamente aproximo o rosto ao vidro… o interior do teu quarto não se tem alterado desde que comecei a fazer estas visitas… deitada na tua cama, dormes profundamente… todos os problemas estão esquecidos, suspensos no tempo até ao momento de acordares… a tua respiração calma e compassada nota-se através do lençol que te cobre… queria entrar nos teus sonhos e que soubesses da minha existência… dos meus sentimentos sobre ti… dos meus sonhos…
ao ver-te assim, queria tanto estar a teu lado… afastava-te suavemente o cabelo caído sobre os olhos adormecidos… com um dedo, percorria o teu rosto parando-o nos lábios por um breve instante… esse mesmo dedo daria forma à mão que passaria pelo pescoço… desceria pelo peito e quando estivesse na cintura, voltava o sentido até as costas… puxar-te-ia lentamente para junto de mim… os meus lábios tocariam nos teus por um instante antes de se dirigirem para a testa… dar-te-ia um beijo e em seguida sussurrava ao teu ouvido… “dorme bem… meu amor”…
mas deste lado da janela que nos separa tudo é diferente… os meus olhos, em tons avermelhados, há muito que deixaram cair as lágrimas de dor… a dor de não puder estar junto a ti… com as costas da mão tento secar o rosto, mas em vão… outras já percorrem o mesmo caminho das anteriores… deixo-me ficar algum tempo a olhar para ti…
são horas de voltar… lentamente, o que outrora eram imagens nítidas, começam a ficar distorcidas… borratadas… como se as lágrimas caíssem sobre elas… sinto-me a voltar ao meu corpo deitado na cama do meu quarto… lentamente, abro os olhos e, por instantes, fico a observar as horas nos despertador… “ainda passaram poucos minutos” - penso…volto a fechar os olhos e antes de adormecer digo para mim mesmo - “mais uma noite…”…
domingo, 19 de junho de 2005
o meu sonho
vieira, 18-06-2005 - 1:15
a lua vai alta quando paro o carro num dos vastos lugares vazios diante da marginal paralela com a praia... ao contrário de tantas outras noites, o nevoeiro impede-me que veja nitidamente o rebentar da ondas na areia molhada...
não é um nevoeiro denso mas, no entanto, envolve-se com a maresia formando uma humidade elevada ao ponto de se ver passar diante das lâmpadas como se fosse uma chuva fina...
subitamente, os meus olhos ficam presos num vulto que, ao longe e lentamente, se aproxima de mim...
quanto mais perto te aproximas de mim, maior é a sensação de te conhecer... noto um suave sorriso nos teus lábios como prova de também me conheceres.. mas de onde?... sei que te conheço...
entretanto, enquanto estou envolto neste pensamento, reparo que já estás diante de mim, fixando os teus olhos nos meus.. ao vê-los fico a saber... "és a..."
fazes-me calar pondo o teu dedo indicador nos meus lábios...
"apareceste", sussurrei... "para sempre", respondeste...
tantas vezes que sonhei contigo... os olhos profundos e mágicos, transparentes e com um brilho penetrante... os cabelos, outrora soltos, humedecidos pelo ar fazem-se notar pelo seu cheiro suave... os lábios, onde já me perdera algumas vezes, deixa passar o ar cortado pela emoção...
aproximo-me ainda mais de ti e passo suavemente a mão no teu rosto molhado... quando me apercebo, temos os nossos lábios quase juntos, presos apenas pelo olhar... até ao momento que... perco-me nos teus olhos e encontro-me no sabor salgado e doce dos teus lábios...
inesquecível... o momento mais especial de sempre aconteceu...
subitamente... acordo...
ao olhar em redor não te encontro...
o meu sonho... uma vez mais...
a lua vai alta quando paro o carro num dos vastos lugares vazios diante da marginal paralela com a praia... ao contrário de tantas outras noites, o nevoeiro impede-me que veja nitidamente o rebentar da ondas na areia molhada...
não é um nevoeiro denso mas, no entanto, envolve-se com a maresia formando uma humidade elevada ao ponto de se ver passar diante das lâmpadas como se fosse uma chuva fina...
subitamente, os meus olhos ficam presos num vulto que, ao longe e lentamente, se aproxima de mim...
quanto mais perto te aproximas de mim, maior é a sensação de te conhecer... noto um suave sorriso nos teus lábios como prova de também me conheceres.. mas de onde?... sei que te conheço...
entretanto, enquanto estou envolto neste pensamento, reparo que já estás diante de mim, fixando os teus olhos nos meus.. ao vê-los fico a saber... "és a..."
fazes-me calar pondo o teu dedo indicador nos meus lábios...
"apareceste", sussurrei... "para sempre", respondeste...
tantas vezes que sonhei contigo... os olhos profundos e mágicos, transparentes e com um brilho penetrante... os cabelos, outrora soltos, humedecidos pelo ar fazem-se notar pelo seu cheiro suave... os lábios, onde já me perdera algumas vezes, deixa passar o ar cortado pela emoção...
aproximo-me ainda mais de ti e passo suavemente a mão no teu rosto molhado... quando me apercebo, temos os nossos lábios quase juntos, presos apenas pelo olhar... até ao momento que... perco-me nos teus olhos e encontro-me no sabor salgado e doce dos teus lábios...
inesquecível... o momento mais especial de sempre aconteceu...
subitamente... acordo...
ao olhar em redor não te encontro...
o meu sonho... uma vez mais...
segunda-feira, 13 de junho de 2005
Vivo Per Lei
ao contrário do que costumo fazer, de escrever o que vejo, o que sinto... neste post vais encontrar a letra da música da minha vida.
trata-se de uma música italiana chamada Vivo Per Lei e é cantada por Andrea Bocelli, se bem que já encontrei algumas versões em que este fazia dueto com algumas cantoras, entre as quais a italiana Giorgina , a francesa Hélène Segara (Je Vis Pour Elle) e a alemã Judy Weiss (Ich Liebe Für Sie).
a letra, essa... é linda... a música complementa-a de uma forma mágica que me faz fechar os olhos e voar pela imensidão do subconsciente...
aconselho também a leres o livro Um Momento Inesquecível, de Nicholas Sparks e verás algumas coisas ligadas entre o livro e a música.
espero que gostes de ambos
Vivo per lei da quando sai
la prima volta l'ho incontrata,
non mi ricordo come ma
mi è entrata dentro e c'è restata.
Vivo per lei perché mi fa
vibrare forte l'anima,
vivo per lei e non è un peso.
Vivo per lei anch'io lo sai
e tu non esserne geloso,
lei è di tutti quelli che
hanno un bisogno sempre acceso,
come uno stereo in camera,
di chi è da solo e adesso sa,
che è anche per lui, per questo
io vivo per lei.
É una musa che ci invita
a sfiorarla con le dita,
attraverso un pianoforte
la morte è lontana,
io vivo per lei.
Vivo per lei che spesso sa
essere dolce e sensuale,
a volte picchia in testa ma
è un pugno che non fa mai male.
Vivo per lei lo so mi fa
girare di città in città,
soffrire un po' ma almeno io vivo.
É un dolore quando parte.
Vivo per lei dentro gli hotels.
Con piacere estremo cresce.
Vivo per lei nel vortice.
Attraverso la mia voce
si espande e amore produce.
Vivo per lei nient'altro ho
e quanti altri incontrerò
che come me hanno scritto in viso:
io vivo per lei.
Io vivo per lei
sopra un palco o contro ad un muro...
Vivo per lei al limite.
... anche in un domani duro.
Vivo per lei al margine.
Ogni giorno
una conquista,
la protagonista
sarà sempre lei.
Vivo per lei perché oramai
io non ho altra via d'uscita,
perché la musica lo sai
davvero non l'ho mai tradita.
Vivo per lei perché mi dà
pause e note in libertà
Ci fosse un'altra vita la vivo,
la vivo per lei.
Vivo per lei la musica.
Io vivo per lei.
Vivo per lei è unica.
Io vivo per lei.
Io vivo per lei.
Io vivo
per lei.
trata-se de uma música italiana chamada Vivo Per Lei e é cantada por Andrea Bocelli, se bem que já encontrei algumas versões em que este fazia dueto com algumas cantoras, entre as quais a italiana Giorgina , a francesa Hélène Segara (Je Vis Pour Elle) e a alemã Judy Weiss (Ich Liebe Für Sie).
a letra, essa... é linda... a música complementa-a de uma forma mágica que me faz fechar os olhos e voar pela imensidão do subconsciente...
aconselho também a leres o livro Um Momento Inesquecível, de Nicholas Sparks e verás algumas coisas ligadas entre o livro e a música.
espero que gostes de ambos
Vivo per lei da quando sai
la prima volta l'ho incontrata,
non mi ricordo come ma
mi è entrata dentro e c'è restata.
Vivo per lei perché mi fa
vibrare forte l'anima,
vivo per lei e non è un peso.
Vivo per lei anch'io lo sai
e tu non esserne geloso,
lei è di tutti quelli che
hanno un bisogno sempre acceso,
come uno stereo in camera,
di chi è da solo e adesso sa,
che è anche per lui, per questo
io vivo per lei.
É una musa che ci invita
a sfiorarla con le dita,
attraverso un pianoforte
la morte è lontana,
io vivo per lei.
Vivo per lei che spesso sa
essere dolce e sensuale,
a volte picchia in testa ma
è un pugno che non fa mai male.
Vivo per lei lo so mi fa
girare di città in città,
soffrire un po' ma almeno io vivo.
É un dolore quando parte.
Vivo per lei dentro gli hotels.
Con piacere estremo cresce.
Vivo per lei nel vortice.
Attraverso la mia voce
si espande e amore produce.
Vivo per lei nient'altro ho
e quanti altri incontrerò
che come me hanno scritto in viso:
io vivo per lei.
Io vivo per lei
sopra un palco o contro ad un muro...
Vivo per lei al limite.
... anche in un domani duro.
Vivo per lei al margine.
Ogni giorno
una conquista,
la protagonista
sarà sempre lei.
Vivo per lei perché oramai
io non ho altra via d'uscita,
perché la musica lo sai
davvero non l'ho mai tradita.
Vivo per lei perché mi dà
pause e note in libertà
Ci fosse un'altra vita la vivo,
la vivo per lei.
Vivo per lei la musica.
Io vivo per lei.
Vivo per lei è unica.
Io vivo per lei.
Io vivo per lei.
Io vivo
per lei.
sexta-feira, 27 de maio de 2005
Amei-te Tanto
vieira, 7-02-2000
Amei-te tanto
Desde a primeira vez que te vi
Não me lembro como foi
Mas entraste dentro de mim
E lá ficaste
Amei-te porque me fazias
Vibrar forte a alma
Amei-te e não foi pouco
Tu bem sabes disso
E não era preciso ter medo de nada
Pois eu dava-te tudo o que querias
Amor, carinho, alegria
Mas agora estou só
Com tudo isto para partilhar
Sinto-me infeliz por não ter encontrado
Alguém com quem o partilhar
A minha vida é cheia de ilusões
De sonhos que gostava de concretizar
Mas com o passar do tempo
Não sei se conseguirei
Atingir os objectivos que tenho
De encontrar alguém que me compreenda
Que sinta o mesmo que eu
Essa pessoa eras tu
Mas o destino assim o quis
E estamos separados para sempre
Mas sei uma coisa
Tu foste a pessoa que mais amei
E amarei sempre
Mas de uma maneira diferente
Eu já to disse várias vezes
Espero que sejas feliz
Com a pessoa que escolheres
Pois eu também vou querer
Ser muito feliz com a pessoa
Que me amar da mesma maneira
Que eu um dia te amei
Amei-te tanto
Desde a primeira vez que te vi
Não me lembro como foi
Mas entraste dentro de mim
E lá ficaste
Amei-te porque me fazias
Vibrar forte a alma
Amei-te e não foi pouco
Tu bem sabes disso
E não era preciso ter medo de nada
Pois eu dava-te tudo o que querias
Amor, carinho, alegria
Mas agora estou só
Com tudo isto para partilhar
Sinto-me infeliz por não ter encontrado
Alguém com quem o partilhar
A minha vida é cheia de ilusões
De sonhos que gostava de concretizar
Mas com o passar do tempo
Não sei se conseguirei
Atingir os objectivos que tenho
De encontrar alguém que me compreenda
Que sinta o mesmo que eu
Essa pessoa eras tu
Mas o destino assim o quis
E estamos separados para sempre
Mas sei uma coisa
Tu foste a pessoa que mais amei
E amarei sempre
Mas de uma maneira diferente
Eu já to disse várias vezes
Espero que sejas feliz
Com a pessoa que escolheres
Pois eu também vou querer
Ser muito feliz com a pessoa
Que me amar da mesma maneira
Que eu um dia te amei
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005
Palavras Mudas
vieira, 23-01-2004 - 01:43
enquanto te olho, penso no que sinto por ti… mas que sinto eu? desejo…? amizade…? paixão…? amor…?
realmente não sei…
tudo começou com atracção… atracção pela maneira como olhas… sorris… falas… mas tudo isso desapareceu… até que um dia mais tarde voltou, mas de maneira diferente, completamente diferente…
estava baralhado, com os sentimentos confusos, algo que foi interrompido de repente… senti-me só… traído… ainda mais confuso…
queria saber o que realmente sentia…
com o tempo observava-te, ouvia-te…
desejo…? não… simplesmente não…
amizade…? sim… mas é preciso algo mais para a dares… e tanto, mas tanto, para a teres…
amor…? paixão…? Não sei qual das duas enfrento…
apenas uma certeza… não te posso dizer o que sinto, o que me vai no pensamento…
o gostar da tua maneira de ser, de falar… de sentir, de viver… esse gosto está dentro de mim de uma forma tão… diferente do que já senti…
a vontade de estar ao pé de ti, de te abraçar, olhar nos olhos, ouvir, proteger, ver sorrir e sorrir contigo… tudo isso, e muito mais, está cá dentro…
mas também cá está dentro a falta de força de não sentir nada disto por ti, de desistir e esquecer tudo o que sinto…
até quando…?
não me podes dizer… tudo o que escrevi foram palavras mudas… apenas se ouve a música na rádio… e essa, essa não te vai contar o que sinto…
amor ou paixão?quem sabe um dia destes saberei dizer…
enquanto te olho, penso no que sinto por ti… mas que sinto eu? desejo…? amizade…? paixão…? amor…?
realmente não sei…
tudo começou com atracção… atracção pela maneira como olhas… sorris… falas… mas tudo isso desapareceu… até que um dia mais tarde voltou, mas de maneira diferente, completamente diferente…
estava baralhado, com os sentimentos confusos, algo que foi interrompido de repente… senti-me só… traído… ainda mais confuso…
queria saber o que realmente sentia…
com o tempo observava-te, ouvia-te…
desejo…? não… simplesmente não…
amizade…? sim… mas é preciso algo mais para a dares… e tanto, mas tanto, para a teres…
amor…? paixão…? Não sei qual das duas enfrento…
apenas uma certeza… não te posso dizer o que sinto, o que me vai no pensamento…
o gostar da tua maneira de ser, de falar… de sentir, de viver… esse gosto está dentro de mim de uma forma tão… diferente do que já senti…
a vontade de estar ao pé de ti, de te abraçar, olhar nos olhos, ouvir, proteger, ver sorrir e sorrir contigo… tudo isso, e muito mais, está cá dentro…
mas também cá está dentro a falta de força de não sentir nada disto por ti, de desistir e esquecer tudo o que sinto…
até quando…?
não me podes dizer… tudo o que escrevi foram palavras mudas… apenas se ouve a música na rádio… e essa, essa não te vai contar o que sinto…
amor ou paixão?quem sabe um dia destes saberei dizer…
sexta-feira, 19 de novembro de 2004
Solidão
a noite está fria enquanto caminho por entre as pedras da calçada ao longo da praia deserta... ao longe, no mar, a luz de barco de pesca brilha fuscamente... a que distância estará da costa? apenas os seus tripulantes saberão...
avanço por entre a escuridão da noite em busca de alguem que me ouça... mas, é tudo em vão... o desespero apodera-se de mim como cola humedecida de um selo sobre um envelope sem destinatário... uma lágrima percorre o meu rosto querendo morrer nos lábios... oh amarga solidão, porque me acompanhas há tanto tempo?? deixa-me descansar... deixa-me ser feliz...
enquanto percorro a calçada, apenas ouço o barulho das ondas em constante movimento... terão elas sentimentos?? serão elas felizes por embalar os barcos que nelas navegam?? serão tristes por toda a poluição que cresce dia após dia??
está frio... mas ao mesmo tempo não está... o vento que sinto em mim faz-me voltar anos e anos atrás... sabe tão bem sentir o vento no rosto, secando as lágrimas caídas... paro por uns instantes e observo o céu... está claro e nele se vêem as estrelas piscando suavemente como se quisessem dizer algo... mas o quê?? será que elas sabem o que se passa connosco?? que sabem o que sentimos?? saberão elas o nosso futuro?? não sei... tantas dúvidas, tantas incertezas...
o vazio no meu peito, esse sim, é uma certeza há tantos anos... esperar, "basta" saber esperar... enquanto isso, os anos passam, a idade avança...
olho para trás e vejo o longo caminho que percorri... todo ele para te encontrar... para te ver... para te amar e ser amado...
e tu?? será que me tens procurado como eu o tenho feito?? um dia saberemos quando nos olharmos intensamente... e todo este pesadelo desaparecerá quando os nossos lábios se tocarem... então saberemos que valeu a pena esperar por esse momento...onde estás?? procura-me... encontra-me... faz-me sair da solidão...
avanço por entre a escuridão da noite em busca de alguem que me ouça... mas, é tudo em vão... o desespero apodera-se de mim como cola humedecida de um selo sobre um envelope sem destinatário... uma lágrima percorre o meu rosto querendo morrer nos lábios... oh amarga solidão, porque me acompanhas há tanto tempo?? deixa-me descansar... deixa-me ser feliz...
enquanto percorro a calçada, apenas ouço o barulho das ondas em constante movimento... terão elas sentimentos?? serão elas felizes por embalar os barcos que nelas navegam?? serão tristes por toda a poluição que cresce dia após dia??
está frio... mas ao mesmo tempo não está... o vento que sinto em mim faz-me voltar anos e anos atrás... sabe tão bem sentir o vento no rosto, secando as lágrimas caídas... paro por uns instantes e observo o céu... está claro e nele se vêem as estrelas piscando suavemente como se quisessem dizer algo... mas o quê?? será que elas sabem o que se passa connosco?? que sabem o que sentimos?? saberão elas o nosso futuro?? não sei... tantas dúvidas, tantas incertezas...
o vazio no meu peito, esse sim, é uma certeza há tantos anos... esperar, "basta" saber esperar... enquanto isso, os anos passam, a idade avança...
olho para trás e vejo o longo caminho que percorri... todo ele para te encontrar... para te ver... para te amar e ser amado...
e tu?? será que me tens procurado como eu o tenho feito?? um dia saberemos quando nos olharmos intensamente... e todo este pesadelo desaparecerá quando os nossos lábios se tocarem... então saberemos que valeu a pena esperar por esse momento...onde estás?? procura-me... encontra-me... faz-me sair da solidão...
domingo, 29 de agosto de 2004
Amor ou Ilusão
que se passa comigo? será amor? será o criar de uma ilusão? não sei… a vontade de te ver, de estar contigo e conhecer-te melhor é enorme… mas que sinto na verdade por ti?? quero saber…
sentado na areia à borda do mar olho para o sol… enquanto este desaparece no horizonte, uma lágrima se desprende do nada… subitamente ambos os olhos ficam rasos de lágrimas que se desprendem aos poucos…
com o dedo, escrevo o teu nome na areia… quem és? quais são os teus sonhos? pouco sei sobre ti…
agarro a areia e observo-a a desaparecer por entre os dedos… comparo a minha mão com um relógio perdendo as horas e minutos…
sempre que nos encontramos, os nossos olhos perdem-se em ambos durante alguns instantes… que sentes tu?
o cansaço apodera-se de mim… vou-me embora…
horas mais tarde vou-me deitar… penso em ti… no que estarás a fazer… que estarás a pensar…
porque o faço eu? não percebo… preciso de tempo para pensar em tudo isto… não quero voltar a fazer sofrer e sofrer…
perdoa-me... daqui a uns dias terás notícias… boas ou más para ambos…de uma coisa tenho a certeza… és linda…
sentado na areia à borda do mar olho para o sol… enquanto este desaparece no horizonte, uma lágrima se desprende do nada… subitamente ambos os olhos ficam rasos de lágrimas que se desprendem aos poucos…
com o dedo, escrevo o teu nome na areia… quem és? quais são os teus sonhos? pouco sei sobre ti…
agarro a areia e observo-a a desaparecer por entre os dedos… comparo a minha mão com um relógio perdendo as horas e minutos…
sempre que nos encontramos, os nossos olhos perdem-se em ambos durante alguns instantes… que sentes tu?
o cansaço apodera-se de mim… vou-me embora…
horas mais tarde vou-me deitar… penso em ti… no que estarás a fazer… que estarás a pensar…
porque o faço eu? não percebo… preciso de tempo para pensar em tudo isto… não quero voltar a fazer sofrer e sofrer…
perdoa-me... daqui a uns dias terás notícias… boas ou más para ambos…de uma coisa tenho a certeza… és linda…
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