olá
ao criar este blog associei um email que já há alguns anos já não uso e por tal tive de criar nova conta...
apesar de ultimamente não escrever, podes continuar a seguir-me em => sonho do francisco <= onde podes encontrar este blog na íntegra.
obrigado!!
sábado, 19 de abril de 2014
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
sonho II
Vieira de Leiria, 18-01-2013 - 23:40
meses depois volto ao lugar onde me refugio do
mundo. paro o carro no mesmo local que há anos considero um pouco como meu. na rua
o vento sopra com força e o carro estremece de vez em quando. apesar de ter
alguns carros a passar na estrada, consigo abster-me e apenas ouvir o vento e o
rebentar das ondas antes de chegarem à areia da praia.
fecho os olhos e deixo-me levar pelo pensamento...
é dia e passeio pela borda do mar com as calças
dobradas pouco abaixo dos joelhos. as ondas, quase imperceptíveis, deslizam
pela areia molhada de encontro aos meus pés.
o céu azul e o brilho do sol compõem um quadro
quase perfeito.
de mãos nos bolsos vou caminhando lentamente para
sul até que, ao longe, surge alguém familiar que me faz disparar o ritmo
cardíaco...
paro e tento controlar a pulsação… penso num
suculento pedaço de leitão assado e o quanto o saboreio calmamente… em poucos
segundos, a situação volta ao normal…
volto a olhar para sul e descarto a hipótese de se tratar
de uma miragem…
tu...
acelero o andamento até dar por mim a correr na tua
direcção até que… pelo canto do olho
esquerdo me apercebo que estou a ser perseguido…
olho para o lado e vejo que é apenas uma gaivota
que vai a passar quase junto à areia… volto a cabeça para a frente e, quando me
apercebo, é tarde de mais… um cão que andava a brincar na praia atravessa à
minha frente fazendo com que me desequilibre e caia de frente na areia molhada…
por breves instantes o mundo parece parar mas retoma logo de seguida quando
começo a cuspir a areia que ia comendo…
levanto-me e desvio o caminho para perto das
esplanadas para lavar a boca com água que não seja salgada e volto logo de
seguida à borda do mar para retomar a minha corrida desenfreada para junto da
pessoa que vi…
paro a um metro de ti e abaixo-me para pôr as mãos
entre as coxas e os joelhos a tentar recuperar o fôlego…
alguns segundos depois endireito-me.
olhamo-nos nos olhos.
o teu olhar brilhante e doce que me acompanha há
alguns meses... todos os dias... todas as noites antes de adormecer... todas as
manhãs quando acordo...
sorrimo-nos...
o teu sorriso doce e verdadeiro que vejo quando, na
infinidade de vezes que por dia, em ti penso.
aproximas-te...
abraçamo-nos...
o teu abraço sabe tão bem que dá vontade de ficar
assim para sempre abraçado a ti...
os nossos rostos afastam-se e voltamo-nos a olhar
mas, desta vez, mais profundamente.
aproximamo-nos...
lentamente, sinto o calor da tua respiração envolver-se
com a minha numa só. os nossos lábios tocam-se suavemente até que...
abro os olhos e regresso ao interior do carro... na
rua está frio e o mar continua com as suas ondas a rebentar antes de chegar à
areia.
saio do carro e vou até perto das escadas que
servem o acesso ao areal… com as mãos no blusão, deixo-me ficar parado a olhar
para o mar…
o vento despenteia-me e a chuva fina envolve-me o
rosto misturando-se com as lágrimas que lentamente vão aparecendo…
até quando esta dor?
relaxo os ombros e preparo-me para o final do meu sonho...
Etiquetas:
sonho
Local:
Vieira de Leiria, Portugal
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
carta ao pai natal - parte 2
Vieira de Leiria, 24-12-2012 - 00:20
Pai Natal
já se passaram quatro anos desde que te escrevi e por isso decidi voltar a fazê-lo.
na altura que te escrevi, tinha sido tio pela segunda vez há três dias e, passado estes anos todos, já tenho mais um sobrinha. é "emprestada", mas é como se fosse mesmo sobrinha.
consegui voltar a trabalhar graças aos pais da minha sobrinha que me convidaram para trabalhar durante uns meses na loja deles enquanto durasse a licença de maternidade (cá para mim, fizeram a filha só para eu trabalhar com eles... eheh)
mais depressa voltava a trabalhar, mais depressa me convidavam a voltar a trabalhar onde estive entre 2006 e 2007.
para não deixar ninguém "descalço", lá se conseguiu conciliar três meses de trabalho nos dois lugares.
quase um ano depois de estar a trabalhar no segundo lugar eis que surge mais uma mudança. o sítio onde estava foi extinto e as pessoas espalhadas por várias cidades. lá vou eu para Leiria onde estou há mais de um ano e meio.
novos colegas, novos métodos de trabalho, novos sentimentos...
tal como tu, estive barbudo durante algum tempo, mais precisamente trezentos e quarenta e três dias (onze meses, uma semana e um dia)... por várias vezes deu-me vontade de cortar mas não o podia fazer enquanto não fosse o momento certo... custou, mas consegui...
o que acho piada é que a ti não perguntam porque não cortas a barba e a mim passavam o tempo todo a chatear e a perguntar quando é que cortava... enfim...
mas nem tudo foi bom...
em outubro de dois mil e nove perdi, fisicamente, uma das mulheres mais importantes da minha vida... ainda hoje me lembro do telefonema... das palavras do médico a dar-me a notícia...
dizem que o tempo cura tudo... pode curar muitas coisas mas há coisas que não... e esta perda não curou e duvido que um dia cure...
mas vamos ao que interessa seu barbudo d'um raio...
na minha carta de há quatro anos fiz-te um pedido, o qual não foi atendido... enganaste redondamente (tem de ser redondamente pois não és quadrado nem rectangular) se pensas que vou voltar a fazer o mesmo pedido...
não te vou pedir que me ponhas uma mulher no sapato pois o sapato continua do mesmo tamanho.
também não vou pedir que espalhes o pó mágico de natal pois deve ser cocaína e apenas a queres para ti e para as tuas renas... "ah e tal, sinto-me nas nuvens" e depois pensam que voam pelos céus estrelados fora... pedrados...
por falar em renas, espero que elas te atrelem ao trenó e te obriguem a puxá-lo enquanto o paneleiro do Rodolfo (como o seu fato preto de bondage) te açoite com o seu chicote de sado-masoquismo...
devias era visitar as crianças que nem um copo de água têm em vez de distribuir prendas à criançada mimada que não sabe o que é realmente sentir fome...
espero que tenhas gostado da minha carta e que a imprimas em papel higiénico pois a reciclagem começa em pequenos gestos... sim, não limpes o cu à bruta a menos que gostes...
até um dia destes... mas ficas avisado, se te vir passar aqui perto, foge!! vou estar com uma fisga com chumbo de pressão de ar apontada a ti...
abraço apertado à volta do pescoço pois é a parte mais estreita desse corpo tipo tonel...
francisco
ps. não te esqueças... tenho uma fisga...
segunda-feira, 18 de junho de 2012
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
de volta ao ar...
e cá está o blog de volta após uma curta ausência visto ter sido bloqueado pelo google...
o mais certo é ninguém ter reparado nisso...
o mais certo é ninguém ter reparado nisso...
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
liberdade, sempre!!!
decidi partilhar esta música pois, para mim, é daquelas que se ouve e re-ouve e volta a ouvir vezes sem conta
a partir de 1m16s
Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
domingo, 4 de setembro de 2011
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