segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

abraçado a ti

Praia da Vieira, 27-12-2005 - 22:30

abraçado a ti... sinto a vida fugir com o fraquejar das forças... enquanto sorris, dás-me uma razão para não desistir tão facilmente... luto por ti, pelo nosso amor... por baixo de nós, a revolta das ondas faz-nos abraçar com mais força... o pensamento de sobreviver desvanece quando te sinto fugir de mim... as minhas forças fraquejaram... o sentimento de impotência apodera-se de mim ao ver-te cair nas ondas do mar revolto... deixo-me cair... sinto um breve arrepio gelado que inrrompe pelo meu corpo... há volta, apenas vejo ondas, ora altas ora baixas... avisto o teu corpo quase perto do meu... nado para ti... os meus braços alcançam-te... os nosso corpos novamente juntos, desta vez, pela última vez, para sempre... nenhum de nós sente parte do corpo, gelado pelo frio... insensível à dor dilacerante que o fere... sorris... sorrio... dizes que me amas... amo-te... beijamo-nos, lenta e suavemente, pela última vez... os nossos corpos gelados começam a afundar na água gelada... que importa tudo o que está a acontecer... tens-me a mim... tenho-te a ti... o teu doce olhar, o mesmo que me fez perder tantas vezes... a nossa descida final está a acontecer... juntos até ao fim... abraçado a ti...

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

mais uma noite

Praia da Vieira, 02-10-2005 - 02:24

mais uma noite…
fecho os olhos e suavemente deixo sair o meu espírito para uma outra viagem…
de início apenas vejo a escuridão e o sabor a sal entra em mim sempre que respiro… ao longe, um farol guia-me… a sua luz alimenta-me… faz surgir nos meus lábio um sorriso e, ao mesmo tempo, um brilho de alegria nos olhos…
“estou perto” - penso - “basta seguir a iluminação da ruas”… planando sobre ruas depressa chego ao meu destino… o mesmo de há algum tempo para cá…
pairo diante da casa que se ergue diante de mim mergulhada na escuridão da noite… a janela do teu quarto está fechada mas, no entanto, dá para ver através dos vidros… avanço até lá mas, como se algo me detivesse, fico, por um instante, encostado à parede mesmo ao lado da janela… decido espreitar… lentamente aproximo o rosto ao vidro… o interior do teu quarto não se tem alterado desde que comecei a fazer estas visitas… deitada na tua cama, dormes profundamente… todos os problemas estão esquecidos, suspensos no tempo até ao momento de acordares… a tua respiração calma e compassada nota-se através do lençol que te cobre… queria entrar nos teus sonhos e que soubesses da minha existência… dos meus sentimentos sobre ti… dos meus sonhos…
ao ver-te assim, queria tanto estar a teu lado… afastava-te suavemente o cabelo caído sobre os olhos adormecidos… com um dedo, percorria o teu rosto parando-o nos lábios por um breve instante… esse mesmo dedo daria forma à mão que passaria pelo pescoço… desceria pelo peito e quando estivesse na cintura, voltava o sentido até as costas… puxar-te-ia lentamente para junto de mim… os meus lábios tocariam nos teus por um instante antes de se dirigirem para a testa… dar-te-ia um beijo e em seguida sussurrava ao teu ouvido… “dorme bem… meu amor”…
mas deste lado da janela que nos separa tudo é diferente… os meus olhos, em tons avermelhados, há muito que deixaram cair as lágrimas de dor… a dor de não puder estar junto a ti… com as costas da mão tento secar o rosto, mas em vão… outras já percorrem o mesmo caminho das anteriores… deixo-me ficar algum tempo a olhar para ti…
são horas de voltar… lentamente, o que outrora eram imagens nítidas, começam a ficar distorcidas… borratadas… como se as lágrimas caíssem sobre elas… sinto-me a voltar ao meu corpo deitado na cama do meu quarto… lentamente, abro os olhos e, por instantes, fico a observar as horas nos despertador… “ainda passaram poucos minutos” - penso…volto a fechar os olhos e antes de adormecer digo para mim mesmo - “mais uma noite…”…

domingo, 19 de junho de 2005

o meu sonho

vieira, 18-06-2005 - 1:15

a lua vai alta quando paro o carro num dos vastos lugares vazios diante da marginal paralela com a praia... ao contrário de tantas outras noites, o nevoeiro impede-me que veja nitidamente o rebentar da ondas na areia molhada...
não é um nevoeiro denso mas, no entanto, envolve-se com a maresia formando uma humidade elevada ao ponto de se ver passar diante das lâmpadas como se fosse uma chuva fina...
subitamente, os meus olhos ficam presos num vulto que, ao longe e lentamente, se aproxima de mim...
quanto mais perto te aproximas de mim, maior é a sensação de te conhecer... noto um suave sorriso nos teus lábios como prova de também me conheceres.. mas de onde?... sei que te conheço...
entretanto, enquanto estou envolto neste pensamento, reparo que já estás diante de mim, fixando os teus olhos nos meus.. ao vê-los fico a saber... "és a..."
fazes-me calar pondo o teu dedo indicador nos meus lábios...
"apareceste", sussurrei... "para sempre", respondeste...
tantas vezes que sonhei contigo... os olhos profundos e mágicos, transparentes e com um brilho penetrante... os cabelos, outrora soltos, humedecidos pelo ar fazem-se notar pelo seu cheiro suave... os lábios, onde já me perdera algumas vezes, deixa passar o ar cortado pela emoção...
aproximo-me ainda mais de ti e passo suavemente a mão no teu rosto molhado... quando me apercebo, temos os nossos lábios quase juntos, presos apenas pelo olhar... até ao momento que... perco-me nos teus olhos e encontro-me no sabor salgado e doce dos teus lábios...
inesquecível... o momento mais especial de sempre aconteceu...
subitamente... acordo...
ao olhar em redor não te encontro...
o meu sonho... uma vez mais...

segunda-feira, 13 de junho de 2005

Vivo Per Lei

ao contrário do que costumo fazer, de escrever o que vejo, o que sinto... neste post vais encontrar a letra da música da minha vida.
trata-se de uma música italiana chamada Vivo Per Lei e é cantada por Andrea Bocelli, se bem que já encontrei algumas versões em que este fazia dueto com algumas cantoras, entre as quais a italiana Giorgina , a francesa Hélène Segara (Je Vis Pour Elle) e a alemã Judy Weiss (Ich Liebe Für Sie).
a letra, essa... é linda... a música complementa-a de uma forma mágica que me faz fechar os olhos e voar pela imensidão do subconsciente...
aconselho também a leres o livro Um Momento Inesquecível, de Nicholas Sparks e verás algumas coisas ligadas entre o livro e a música.
espero que gostes de ambos

Vivo per lei da quando sai
la prima volta l'ho incontrata,
non mi ricordo come ma
mi è entrata dentro e c'è restata.
Vivo per lei perché mi fa
vibrare forte l'anima,
vivo per lei e non è un peso.

Vivo per lei anch'io lo sai
e tu non esserne geloso,
lei è di tutti quelli che
hanno un bisogno sempre acceso,
come uno stereo in camera,
di chi è da solo e adesso sa,
che è anche per lui, per questo
io vivo per lei.

É una musa che ci invita
a sfiorarla con le dita,
attraverso un pianoforte
la morte è lontana,
io vivo per lei.

Vivo per lei che spesso sa
essere dolce e sensuale,
a volte picchia in testa ma
è un pugno che non fa mai male.

Vivo per lei lo so mi fa
girare di città in città,
soffrire un po' ma almeno io vivo.

É un dolore quando parte.
Vivo per lei dentro gli hotels.
Con piacere estremo cresce.
Vivo per lei nel vortice.
Attraverso la mia voce
si espande e amore produce.

Vivo per lei nient'altro ho
e quanti altri incontrerò
che come me hanno scritto in viso:
io vivo per lei.

Io vivo per lei
sopra un palco o contro ad un muro...
Vivo per lei al limite.
... anche in un domani duro.
Vivo per lei al margine.
Ogni giorno
una conquista,
la protagonista
sarà sempre lei.
Vivo per lei perché oramai
io non ho altra via d'uscita,
perché la musica lo sai
davvero non l'ho mai tradita.
Vivo per lei perché mi dà
pause e note in libertà
Ci fosse un'altra vita la vivo,
la vivo per lei.
Vivo per lei la musica.
Io vivo per lei.
Vivo per lei è unica.
Io vivo per lei.
Io vivo per lei.
Io vivo
per lei.

sexta-feira, 27 de maio de 2005

Amei-te Tanto

vieira, 7-02-2000

Amei-te tanto
Desde a primeira vez que te vi
Não me lembro como foi
Mas entraste dentro de mim
E lá ficaste
Amei-te porque me fazias
Vibrar forte a alma
Amei-te e não foi pouco
Tu bem sabes disso
E não era preciso ter medo de nada
Pois eu dava-te tudo o que querias
Amor, carinho, alegria
Mas agora estou só
Com tudo isto para partilhar
Sinto-me infeliz por não ter encontrado
Alguém com quem o partilhar
A minha vida é cheia de ilusões
De sonhos que gostava de concretizar
Mas com o passar do tempo
Não sei se conseguirei
Atingir os objectivos que tenho
De encontrar alguém que me compreenda
Que sinta o mesmo que eu
Essa pessoa eras tu
Mas o destino assim o quis
E estamos separados para sempre
Mas sei uma coisa
Tu foste a pessoa que mais amei
E amarei sempre
Mas de uma maneira diferente
Eu já to disse várias vezes
Espero que sejas feliz
Com a pessoa que escolheres
Pois eu também vou querer
Ser muito feliz com a pessoa
Que me amar da mesma maneira

Que eu um dia te amei

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005

Palavras Mudas

vieira, 23-01-2004 - 01:43

enquanto te olho, penso no que sinto por ti… mas que sinto eu? desejo…? amizade…? paixão…? amor…?
realmente não sei…
tudo começou com atracção… atracção pela maneira como olhas… sorris… falas… mas tudo isso desapareceu… até que um dia mais tarde voltou, mas de maneira diferente, completamente diferente…
estava baralhado, com os sentimentos confusos, algo que foi interrompido de repente… senti-me só… traído… ainda mais confuso…
queria saber o que realmente sentia…
com o tempo observava-te, ouvia-te…
desejo…? não… simplesmente não…
amizade…? sim… mas é preciso algo mais para a dares… e tanto, mas tanto, para a teres…
amor…? paixão…? Não sei qual das duas enfrento…
apenas uma certeza… não te posso dizer o que sinto, o que me vai no pensamento…
o gostar da tua maneira de ser, de falar… de sentir, de viver… esse gosto está dentro de mim de uma forma tão… diferente do que já senti…
a vontade de estar ao pé de ti, de te abraçar, olhar nos olhos, ouvir, proteger, ver sorrir e sorrir contigo… tudo isso, e muito mais, está cá dentro…
mas também cá está dentro a falta de força de não sentir nada disto por ti, de desistir e esquecer tudo o que sinto…
até quando…?
não me podes dizer… tudo o que escrevi foram palavras mudas… apenas se ouve a música na rádio… e essa, essa não te vai contar o que sinto…
amor ou paixão?quem sabe um dia destes saberei dizer…

sexta-feira, 19 de novembro de 2004

Solidão

a noite está fria enquanto caminho por entre as pedras da calçada ao longo da praia deserta... ao longe, no mar, a luz de barco de pesca brilha fuscamente... a que distância estará da costa? apenas os seus tripulantes saberão...
avanço por entre a escuridão da noite em busca de alguem que me ouça... mas, é tudo em vão... o desespero apodera-se de mim como cola humedecida de um selo sobre um envelope sem destinatário... uma lágrima percorre o meu rosto querendo morrer nos lábios... oh amarga solidão, porque me acompanhas há tanto tempo?? deixa-me descansar... deixa-me ser feliz...
enquanto percorro a calçada, apenas ouço o barulho das ondas em constante movimento... terão elas sentimentos?? serão elas felizes por embalar os barcos que nelas navegam?? serão tristes por toda a poluição que cresce dia após dia??
está frio... mas ao mesmo tempo não está... o vento que sinto em mim faz-me voltar anos e anos atrás... sabe tão bem sentir o vento no rosto, secando as lágrimas caídas... paro por uns instantes e observo o céu... está claro e nele se vêem as estrelas piscando suavemente como se quisessem dizer algo... mas o quê?? será que elas sabem o que se passa connosco?? que sabem o que sentimos?? saberão elas o nosso futuro?? não sei... tantas dúvidas, tantas incertezas...
o vazio no meu peito, esse sim, é uma certeza há tantos anos... esperar, "basta" saber esperar... enquanto isso, os anos passam, a idade avança...
olho para trás e vejo o longo caminho que percorri... todo ele para te encontrar... para te ver... para te amar e ser amado...
e tu?? será que me tens procurado como eu o tenho feito?? um dia saberemos quando nos olharmos intensamente... e todo este pesadelo desaparecerá quando os nossos lábios se tocarem... então saberemos que valeu a pena esperar por esse momento...onde estás?? procura-me... encontra-me... faz-me sair da solidão...

domingo, 29 de agosto de 2004

Amor ou Ilusão

que se passa comigo? será amor? será o criar de uma ilusão? não sei… a vontade de te ver, de estar contigo e conhecer-te melhor é enorme… mas que sinto na verdade por ti?? quero saber…
sentado na areia à borda do mar olho para o sol… enquanto este desaparece no horizonte, uma lágrima se desprende do nada… subitamente ambos os olhos ficam rasos de lágrimas que se desprendem aos poucos…
com o dedo, escrevo o teu nome na areia… quem és? quais são os teus sonhos? pouco sei sobre ti…
agarro a areia e observo-a a desaparecer por entre os dedos… comparo a minha mão com um relógio perdendo as horas e minutos…
sempre que nos encontramos, os nossos olhos perdem-se em ambos durante alguns instantes… que sentes tu?
o cansaço apodera-se de mim… vou-me embora…
horas mais tarde vou-me deitar… penso em ti… no que estarás a fazer… que estarás a pensar…
porque o faço eu? não percebo… preciso de tempo para pensar em tudo isto… não quero voltar a fazer sofrer e sofrer…
perdoa-me... daqui a uns dias terás notícias… boas ou más para ambos…de uma coisa tenho a certeza… és linda…

domingo, 22 de agosto de 2004

Nova Vida

vida = mudança constante...
tantas coisas mudaram desde as 5h45 da madrugada do dia 6 de maio de 1999... essa data que não será esquecida tal como um aniversário de um familiar, de um amigo...
nessa madrugada, como em tantas outras, fui acordado para mais um dia de trabalho e... não conseguia mexer as pernas. que se passava comigo? que estava a acontecer? não entendia... o desespero apoderou-se de mim e as lágrimas eram inevitáveis...
por mais que tentásse, elas não mexiam... um simples movimento estava longe de se conseguir fazer...
com o passar das horas, começaram a reagir aos poucos... mas não aguentava em pé... tinha que lutar para voltar a conseguir a andar...
lentamente, como se voltásse novamente a ser uma criança, aprendi a andar... primeiro, devagar... depois, mais depressa... mas não era o mesmo...
no meio de tudo isto, os que julgava serem os meus amigos, não apareciam... com excepção de dois... que, mesmo estando longe, "estavam comigo"... o que outrora era felicidade agora era raiva... raiva essa contra a falsidade e interesse das pessoas...
desde então que, para confiar nas pessoas, essas teriam de conseguir e merecer a minha confiança...
passados estes cinco anos poucas pessoas a conseguiram alcançar... outras tiveram-na mas não a conseguiram manter...
ao fim de todo este tempo muitas coisas mudaram... desde o trabalho, as pessoas, a maneira de ser...continuo a lutar para recuperar as pernas o mais possível e espero consegui-lo!!agradeço a quem apostou e aposta em mim dia após dia no trabalho, aos meus dois amigos de tantos anos... aos novos amigos... às colegas de trabalho... e em especial, à família (apenas cinco elementos) que sempre me ajudou (e ajuda) desde o primeiro instante... a todos, Obrigado por esta Nova Vida!!!

quinta-feira, 5 de agosto de 2004

Desculpa

mais um dia se passou...
as férias já estão a meio e a lista de cd's para catalogar ainda é enorme... por entre alguns encontrei o best of de Despina Vandi... Esena Perimeno é o nome da faixa escolhida... linda a música... o mesmo não posso dizer sobre a letra, pois é em grego...
as horas avançam pela madrugada fora... tem sido uma constante sempre que não vou trabalhar no dia seguinte... em frente ao computador, no meio dos cd's, perco-me por entre os minutos que passam entre mim e o pensamento...
por detrás do monitor tenho um calendário... "julho / agosto de 2004"... 2004... como o tempo passa depressa... os cabelos já começam a desaparecer e outros, quando nascem vêm de uma cor diferente do costume... ainda ontem andava na escola, despreocupado com o mundo, com a vida, agora... a playlist avança para uma música que não me canso de ouvir... Vivo Per Lei do Andrea Bocelli... desta vez, uma versão com a Judy Weiss, uma cantora alemã...
fecho os olhos... no escuro, surge um rosto... tão familiar, que se confunde com a minha vida... às vezes ponho-me a fazer contas para saber há quanto tempo te conheço... desisto sempre...
sinto uma tristeza profunda... desde sempre tive a tua amizade, o teu carinho... mas eu sempre quis algo mais... e com isso, fiz-te sofrer por algumas vezes...
porque o fiz eu?? porque o faço eu?? estar a teu lado... proteger-te... apenas para te ver sempre sorrir... o sorriso mais lindo que alguma vez vi...
isto também o posso fazer se formos amigos... e somos... há anos que o somos... estando longe não significa que não o sejamos... "amigos... são como as estrelas... nem sempre as vemos, mas sabemos que estão lá"... e tu sempre estiveste a meu lado...
outra musica que me acompanha à muito... os velhos A-Ha com a musica Stay On These Roads do album "How Can I Sleep With Your Voice In My Head (Live)"
desculpa... por tudo o quanto te fiz sofrer, por tudo o quanto te disse e que te magoei ao longo de todos estes anos... desculpa!!
podia ter sido sempre feliz com a tua amizade mas estraguei tudo... o amor dos verdadeiros amigos é mais saudável que um amor impossível...
certo dia disseste que me vias como um irmão... mais tarde retribui numa das nossas cartas que também te considerava como uma irmã que não tinha...
está na hora de te tratar como tal... está na hora de recomeçar uma parte da minha vida... quero ser feliz...
e com a tua ajuda, minha amiga, vou sê-lo! Chegou a minha hora de ser Feliz!!!

quinta-feira, 22 de julho de 2004

Ser Feliz

enquanto caminho ao longo da praia penso em ti... no que estarás a fazer, o que estarás a pensar nesse momento... as ondas, suavemente batem em mim e dirigem-se para a areia, voltando depois ao encontro de outras que entretanto nasceram...
que paz... que sossego... só se ouve o rebentar das ondas...
ao longe, na linha onde o mar e o céu se tocam, aproxima-se o sol... redondo, de um amarelo forte, puro... em redor, algumas nuvens em tons de laranja escuro... que momento imperdível...
paro e observo aquele momento... lindo...
continuo a andar pela água do mar... uma onda mais forte molha-me as calças que estão dobradas até aos joelhos... volto a parar e olho em direcção ao horizonte... o sol já desapareceu por detrás do mar... apenas se vêem as nuvens de laranja escuro pintadas...
desvio o olhar para baixo e vejo um rosto na água de uma onda... os traços do rosto são familiares... estás diante de mim e não te posso alcançar... como tantas outras vezes...
fecho os olhos... quando os abro já lá não estás... solta-se uma lágrima que desliza suavemente pelo meu rosto acabando por cair...
porque choro por alguém que nunca tive? porque não aceito o destino?? destino esse de sofrer pelo meu grande amor... talvez o amor da minha vida...não quero voltar a chorar... quero sim sorrir, sorrir de uma maneira tão forte que tudo por quanto passei pertença ao passado... quero viver, viver o presente e nada mais... quero apenas, ser feliz!!

domingo, 27 de junho de 2004

Insónia

os ponteiros do relógio rodam depressa parecendo querer voar para longe... por mais voltas que dê, não consigo adormecer...
ainda sinto na cara o vento vindo do mar, aquele frio vento com cheiro a sal que tantas vezes senti... mas este é diferente... foi o último que senti depois de ter estado contigo...
enquanto o sentia, observava o mar como tantas outras vezes... procurando nele respostas a tantas perguntas que lhe faço dia após dia... quase sempre repetidas mas que nunca me consegue responder...
tento adormecer novamente, mas em vão... o teu sorriso não me sai do pensamento... o teu olhar... tento esquecer... não quero sofrer mais por um sonho... o meu grande sonho...
olho para o relógio e reparo que em breve será dia... preciso dormir... preciso esquecer o que sinto...
quando acordar terei um novo dia pela frente para viver, tentando sempre lembrar que um dia também serei feliz... e aí, esta "insónia" será passado...


"Assim que confias em ti próprio, vais saber como viver" - J. W. von Göthe

terça-feira, 15 de junho de 2004

Sonho

tenho pensado em ti... tens sido feliz nestes últimos meses?
quando olho no negro dos teus olhos vejo que estás triste... desamparada... só...
quero tanto estar do teu lado... fazer-te sentir segura, confiante... ver-te sorrir... ver-te feliz...
tento seguir outros caminhos na minha vida na esperança de esquecer o que sinto, mas é tudo em vão... mais cedo ou mais tarde esses caminhos vão dar a ti...
tudo o que quero é ser feliz e sonho um dia vir a sê-lo... sonho também sê-lo a teu lado...
quem sabe... um dia, os sonhos se tornem realidade e te faça ser a mulher mais feliz...


"sonhar não custa, o que custa é tornar uma sonho em realidade..."