Vieira de Leiria, 14-02-2009 - 04:07
com as mãos nos bolsos vou andando sem rumo pelo passeio da rua deserta. ao longe o sino da igreja faz soar as horas. uma, duas... o denso nevoeiro não me deixa ver a torre da igreja onde está o sino e o relógio. resta-me contar as pancadas que se fazem ouvir. três, quatro... quatro horas da manhã e não se vê ninguém na rua. apenas os carros que passam de vez em quando. as luzes dos candeeiros envoltas no nevoeiro criam um ambiente surreal.
envolto pelo nevoeiro caminho lentamente, bafejando para o ar e sorrindo ao ver a pequena nuvem de ar quente a espalhar-se no frio ar até desaparecer.
chego ao jardim e nele vejo alguns bancos de madeira. sento-me num deles e recosto-me confortavelmente.
fecho os olhos.
mil e uma imagens passam como flashes no meu pensamento. muitas recentes, muitas antigas, muitas de alegria, muitas de tristeza... deixo-me vaguear por todas elas como se não tivesse sido eu a vivê-las.
subitamente ouço um carro que pára e abro os olhos. bate uma porta e as luzes piscam indicando o fecho accionado pelo comando. diante do carro vejo um vulto parado. semicerro os olhos para tentar ver quem me observa.
caminhando a passos largos em minha direcção ouço o meu nome. esta voz... eu conheço esta voz... levanto-me e...
os meus olhos encontram os teus. dos mais lindos senão os mais que possam existir que alguma vez já vira. além de lindos, também doces e profundos.
perguntas se podes sentar a meu lado fazendo um pequeno gesto com a cabeça na direcção do banco, ao qual faço o gesto com a palma da mão indicando onde te podes sentar.
sentados lado a lado ficamos em silêncio por alguns momentos até que tiras a mão do bolso do casaco e procuras a minha no meu bolso entrelaçando os dedos nos meus.
sorrio.
olho para ti e retribuis-me um sorriso.
de um pulo levantas-te para, logo de seguida, te sentares no meu colo de frente para mim. os nossos lábios procuram-se e encontram-se. desde logo procuram conhecer-se melhor e cada vez mais cada milímetro existente. como que por ciúmes, os nossos corpos aproximam-se e são envolvidos pelos braços.
por segundos, minutos, horas ficamos assim... o tempo não importa, tudo o que nos rodeia não nos importa. sejam as situações, sejam as pessoas, sejam os passados. nada nem ninguém se irá intrometer entre nós.
apenas nos termos um ao outro. adormecer abraçados, acordar e sorrirmos ao ver a cara que cada um faz quando acorda.
partilhar sonhos, desilusões, alegrias, tristezas, sucessos, fracassos. mas acima de tudo amar-nos cada vez mais a cada dia que passa.
eu amo-te.
e tu?
com as mãos nos bolsos vou andando sem rumo pelo passeio da rua deserta. ao longe o sino da igreja faz soar as horas. uma, duas... o denso nevoeiro não me deixa ver a torre da igreja onde está o sino e o relógio. resta-me contar as pancadas que se fazem ouvir. três, quatro... quatro horas da manhã e não se vê ninguém na rua. apenas os carros que passam de vez em quando. as luzes dos candeeiros envoltas no nevoeiro criam um ambiente surreal.
envolto pelo nevoeiro caminho lentamente, bafejando para o ar e sorrindo ao ver a pequena nuvem de ar quente a espalhar-se no frio ar até desaparecer.
chego ao jardim e nele vejo alguns bancos de madeira. sento-me num deles e recosto-me confortavelmente.
fecho os olhos.
mil e uma imagens passam como flashes no meu pensamento. muitas recentes, muitas antigas, muitas de alegria, muitas de tristeza... deixo-me vaguear por todas elas como se não tivesse sido eu a vivê-las.
subitamente ouço um carro que pára e abro os olhos. bate uma porta e as luzes piscam indicando o fecho accionado pelo comando. diante do carro vejo um vulto parado. semicerro os olhos para tentar ver quem me observa.
caminhando a passos largos em minha direcção ouço o meu nome. esta voz... eu conheço esta voz... levanto-me e...
os meus olhos encontram os teus. dos mais lindos senão os mais que possam existir que alguma vez já vira. além de lindos, também doces e profundos.
perguntas se podes sentar a meu lado fazendo um pequeno gesto com a cabeça na direcção do banco, ao qual faço o gesto com a palma da mão indicando onde te podes sentar.
sentados lado a lado ficamos em silêncio por alguns momentos até que tiras a mão do bolso do casaco e procuras a minha no meu bolso entrelaçando os dedos nos meus.
sorrio.
olho para ti e retribuis-me um sorriso.
de um pulo levantas-te para, logo de seguida, te sentares no meu colo de frente para mim. os nossos lábios procuram-se e encontram-se. desde logo procuram conhecer-se melhor e cada vez mais cada milímetro existente. como que por ciúmes, os nossos corpos aproximam-se e são envolvidos pelos braços.
por segundos, minutos, horas ficamos assim... o tempo não importa, tudo o que nos rodeia não nos importa. sejam as situações, sejam as pessoas, sejam os passados. nada nem ninguém se irá intrometer entre nós.
apenas nos termos um ao outro. adormecer abraçados, acordar e sorrirmos ao ver a cara que cada um faz quando acorda.
partilhar sonhos, desilusões, alegrias, tristezas, sucessos, fracassos. mas acima de tudo amar-nos cada vez mais a cada dia que passa.
eu amo-te.
e tu?

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